Contraponto do leitor Túlio Novaes ao post Enclave Eco-Igrejeiro de Belo Monte:
A vida e a dignidade não se resolvem em bilhões de dólares! Gostemos ou não, estamos caminhando para isso mesmo: a unificação de uma autoridade mundial.
A propósito, sua noção de soberania está defasada desde 1948…. Aliás, os nazistas, por exemplo, valiam-se desta mesma ideia antiga de soberania, como um poder estatal absoluto, conhecida como soberania “westfalliana”, para justificar a persseguição aos judeus (dê uma pesquisada nas chamadas “Leis de Nuremberg” para entender melhor a questão).
A noção de soberania, hoje em dia, está longe disso. Existem espaços jurídicos internacionalizados (e internacionalizáveis), normalmente qualificados por diferentes interesses humanísticos universais, onde o Estado não possue liberdade de fazer o que quiser com seus cidadãos.
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A essência institucional dos Direitos Humanos e do seu respectivo Sistema Internacional de Proteção é exatamente esta: certos valores, por serem universais (como a vida e a dignidade de grupos culturais minoritários e desprivilegiados, como os das etnias da Volta do Xingu, por exemplo) extrapolam a margem da política interna, para serem tutelados internacionalmente; em outras palavras: a competência para o gerenciamento destes interesses humanísticos é, sobretudo, internacional.
Em torno desta questão, desde o século passado estão se conformando estruturas de poder (Legislativas, Judiciárias e Executivas) Internacionais para a tutela de interesses humanos fundamentais.
Para termos noção da complexidade da coisa, em tese, para defender a “humanidade”, não há sequer necessidade de um determinado País soberano assinar Tratados ou aderir Convenções.
Quanto à acomodação de poder dentro dessas “novas” instâncias, caracterizadoras do chamado Direito Internacional dos Direitos Humanos, é uma questão que se sujeita ao processo histórico.
VALEU TIBÉRIO!!! É ISSO MESMO.
011 às 08:48
LI COM ATENÇÃO OS 26 COMENTARIOS SOBRE A POSTAGEM ENCLAVE ECO-IGREJEIRO DE BELO MONTE E FIQUEI ME PERGUNTANDO:QUANTOS DESTES QUE FIZERAM SEUS COMENTARIOS CONHECEM DE FATO OS ESTUDOS SOBRE BELO MONTE?QUANTOS DESTES ESTIVERAM PARTICIPANDO OU PELO MENOS ACOMPANHANDO DE FATOS AS DITAS AUDIENCIAS PUBLICAS?SERÁ QUE ELES SABEM ONDE ACONTECEU AS AUDIENCIAS COM OS POVOS INDIGENAS? OU SE MANIFESTAM APENAS PELAS NOTICIAS PLANTADAS EM JORNAIS?E MAIS,NÃO VI OU MELHOR NÃO SENTI NENHUM COMENTARIO PREOCUPADO COM NÓS DE ALTAMIRA,MUNICÍPIO QUE JÁ ESTA SOFRENDO OS MAIORES IMPACTOS DESTE PROJETO.AQUI EM ALTAMIRA AMIGOS ESTÃO MATANDO GENTE NUMA PROPORÇÃO DESENFREADA NUNCA VISTO POR ESTAS BANDAS,HOJE O QUE SE PERCEBE É QUE QUEM MANDA NO MUNICÍPIO SE CHAMA NORTE ENERGIA, TUDO VAI VIR DELES,DIGO, TUDO NADA POIS É SÓ PROPAGANDA,ESTAMOS RELEGADOS AS INFORMAÇÕES E ATÉ MESMO A CAMARA DE VEREADORES TEM SE MANIFESTADO SOBRE A FALTA DE INFORMAÇÃO REAL DO PROJETO POR PARTE DA NORTE ENERGIA. EM ALTAMIRA ELES FOGEM DOS DEBATES E SÓ SÃO VISTOS ATRAVÉS DA MÍDIA.PORTANTO,ANTES DE SERMOS CONTRA OU A FAVOR É PRECISO VER QUE AQUI TEM BRASILEIRO VERDADEIRAMENTE PARAENSE DE NASCIMENTO OU DE CORAÇÃO E PRINCIPALMENTE ALTAMIRENSES.MEU COMENTARIO É DE QUEM ESTÁ SOFRENDO COM O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI E VOLTO A DIZER SÓ NÃO ESTA PIOR PORQUE TEMOS PESSOAS E ENTIDADES QUE NOS DEFENDEM HÁ PELO MENOS 30 ANOS, E QUE DE FATO PODEM FALAR SOBRE BELO MONTE. . É DEMOCRATICO O DIREITO A OPINAR MAS É PRECISO CONHECER DE TODO O PROCESSO OU PELO MENOS PROCURAR SABER COMO NÓS DO ENTORNO ESTAMOS VIVENDO NO INICIO DO PROJETO.EM ALTAMIRA ATÉ HOJE NÃO SE SABE QUAL AS ÁREAS QUE SERÃO ALAGADAS E SABEM QUEM PROCURAMOS PARA NOS DAR INFORMAÇÕES É NOSSO BISPO POIS COMO DISSE A NORTE ENERGIA SE ESCONDE DE NÓS. O POVO DO XINGU PEDE SOCORRO.
https://analisedeconjuntura.blogspot.com/
Belo Monte: quem não gosta ?
O Brasil tem uma vantagem competitiva descomunal em matéria de produção de energia.
Incomparável.
85% da energia brasileira é renovável.
É uma energia estupidamente barata.
A tecnologia para produzi-la é 100% nacional, de engenheiros brasileiros.
O preço da energia de Belo Monte é escandalosamente barato.
78 Megawatts/hora.
As duas do Rio Madeira, Jirau e Santo Antonio, saíram a 89 e 81.
Os 78 que saíram do leilão de Belo Monte incluem a transmissão, ou seja, trazer a energia baratinha lá de cima, do rio Xingu, no Pará, para a dona de casa do Sudeste.
Quando Belo Monte foi projetada, a área de alagamento seria de 1.200 km quadrados.
Caiu para 500 km.
O que faz com que Belo Monte seja o que se chama de “usina a fio d’água”.
Quase não tem alagamento.
Nenhuma aldeia indígena vai ser alagada.
Nenhuma.
Nenhum índio vai sofrer o alagamento que moradores da Zona Leste (de maioria nordestina) sofrem em São Paulo, quando cai um pingo d’água.
Tem mais índio nos corredores do Congresso do que na área de alagamento de Belo Monte.
A matriz energética brasileira não tem carvão – essa fábrica diabólica de poluição.
A China constrói meio Brasil por ano de usinas a carvão.
É um horror !
Agora vem a Organização dos Estados Americanos dar pitaco.
O “pedido” da OEA para o Brasil rever Belo Monte – clique aqui para ler na colona da urubóloga no Globo – tem o mesmo efeito de pedir ao Bolsonaro para sair na Parada Gay.
(Outra coisa, diferente – como mostrou o Maurício Dias, esta semana, na Carta Capital – é o julgamento e a condenação da Lei da Anistia pela Corte de Direitos Humanos da OEA. Isso encurralou o Supremo, como diz o Mauricio.)
Por que o PiG não gosta de Belo Monte ?
Porque Belo Monte significa a independência energética do Brasil.
Belo Monte é o que o Obama e o Hu Jintao não têm.
A turma que não gosta de Belo Monte é a mesma que não gosta da Petrobras.
Que vive do “quanto pior melhor”.
O Padim Pade Cerra, por exemplo.
Na campanha eleitoral ele falou mal de Belo Monte.
Ele que vendeu a Vale.
Ele que planejou o governo (?) que ia vender a Petrobrax.
Ele que ia entregar o pré-sal no regime de “concessão”, do verbo “conceder”, à Chevron.
É essa a turma que não gosta de Belo Monte.
Paulo Henrique Amorim
Eu diria que fiquei horrorizado com o comentário do Túlio. Como afirma o Tibério, são essas formas de pensamento que dão razão ao imenso desrespeito às soberanias nacionais e aos direitos humanos, desrespeito capitaneado pelos EUA e outros governos de países “desenvolvidos”. Se está a caminho uma “autoridade mundial” e, se desse ponto de vista do Túlio vale agredir para “salvar” minorias, por que, então, não invadir a França que está perseguindo europeus do Leste e os africanos que a França colonizou? Por que não castrar a soberania dos EUA quando persegue minorias “étnicas” e quando ataca sem cessar cidadãos originários do México e de tantos outros países latinos?
Caro Manuel Dutra, Caro Tibério.
Acho que por falha minha, por não ter explicado mais detalhadamente o conteúdo postado, suas interpretações ficaram comprometidas.
Não se trata do meu ponto de vista, muito menos de minha opinião! Não estou dizendo que o fenômeno político internacional descrito é bom ou mal… Não seria tão leviano assim. Aliás, também tenho sérias reservas sobre processo de formação de uma autoridade mundial que já ocorre irreversivelmente no mundo há várias décadas. O processo histórico que se iniciou na modernidade realmente assusta.
O que vocês leram acima, na verdade, é o entendimento político da maior parte das nações do mundo, inclusive do Brasil, que, por sinal, aderiu formalmente à jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos; vale dizer: que se obrigou voluntariamente(sic) a se sujeitar às decisões judiciais da OEA sobre Direitos Humanos. Não foi eu quem definiu isto, foram os caras que elegemos e botamos lá em Brasília.
Minha intenção foi criticar o ponto de vista ultrapassado sobre a noção de “soberania nacional”, aludido pelo Tibério em seu penúltimo post; vale dizer: sobre a validade da concepção westffaliana de soberania, como poder estatal de usar, gozar e dispor da vida do qualquer ser humano, em nome de uma nebulosa “razão de Estado”. Esse conceito definha no mundo desde o desbaratamento de Auschwitz-Birkenau.
O maior limite à soberania nacional, hoje, se chama dignidade! Por isso é necessário ouvir os interessados, principalmentes as minorias étnicas e culturais que vivem na Volta do Xingú, cujo maior problema não é a cheia do rio, mas a seca em alguns pontos.
É claro que há manipulação no processo político de identificação desse valor difuso que se chama dignidade, até o Jeca Tatu sabe disso! É claro que existem idiossincrasias nefastas, relacionadas à secular disputa pelo poder, fraudada pelas nações dominantes, durante o processo de formação do Direito Internacional dos Direitos Humanos. O fato é que não entrei neste mérito, durante este breve comentário. Agora, o que não podemos fazer é banalizar a busca por dignidade, como deu a entender o Tibério no comentário abaixo… afinal de contas, quem são esses índios ai da Volta do Xingú?
A minha opinião pessoal é que Belo Monte não caberia em um plebiscito, muito menos em um leilão, como quer o Governo. Opinar sobre Belo Monte é muito mais complexo que um simples sim ou não… Existem grandes problemas de fundo na concepção do Projeto que, por razões confessáveis ou não, foram ouvidados pela autoridade política brasileira e que precisam ser resolvidos para a continuidade do empreendimento.
Horror, neste mundo que vivemos, é para iniciantes
Achei otima essa intervenção do Tulio, pois só fortalece os “alertas” contidos na minha postagem sobre a afronta à soberania brasileira por conta da OEA.
O inicio de sua réplica é bem esclarecedora sobre seu conceito de soberania:
“A vida e a dignidade não se resolvem em bilhões de dólares! Gostemos ou não, estamos caminhando para isso mesmo: a unificação de uma autoridade mundial”.
Depois de uma passeata na maionese sobre nazismo e judeus (como se os judeus não estão fazendo o mesmo com os palestinos) se sobressai com mais essa pérola:
“A essência institucional dos Direitos Humanos e do seu respectivo Sistema Internacional de Proteção é exatamente esta: certos valores, por serem universais (como a vida e a dignidade de grupos culturais minoritários e desprivilegiados, como os das ETNIAS DA VOLTA DO XINGU, por exemplo) extrapolam a margem da política interna, para serem tutelados internacionalmente; em outras palavras: a competência para o gerenciamento destes interesses humanísticos é, sobretudo, internacional”.
Enfim, tá aí explicado e declarado a causa de uma possibilidade de intervenção internacional em nações soberanas e no Brasil por uma “AUTORIDADE MUNDIAL”. A “tutela” de uma autoridade internacional em território Brasileiro das ETNIAS DA VOLTA DO XINGU.
Ta aí explicado como nascem e prosperam os enclaves que “justificam” as intervenções (o último exemplo a Líbia) em nome dos “direitos humanos”.
Quem seria essa “Autoridade Mundial” ?
A ONU e seu restrito manipulo de super potencias que mandam e desmandam na instituição?
Ou a OEA que não tem nem a força nem a credibilidade para impor o fim do bloqueio económico a Cuba?
Puts !!!!!!
Tiberio Alloggio
PS
Onde estariam sendo rasgados os “direitos humanos” em Belo Monte?
Onde estaria sendo “soterrada” a “dignidade” em Belo Monte?
Não conseguem entender as “absurdidade” do que estão afirmando? Suas consequências?