BR163

Da jornalista Dannie Oliveira, pelo contato do blog:

Em viagem recente pela BR-163, constatei que as obras de asfaltamento na rodovia que liga Cuiabá a Santarém estão avançando. Devagar, mas avançam.

Vi pelo menos duas frentes de trabalho dos 5º e 8º Batalhão de Engenharia e Construção na estrada, além de algumas empreiteiras e a equipe do Dnit. Até aí tudo bem, se não fosse o fato de que o processo de terraplanagem feito na rodovia não estivesse aterrando os igarapés.

Mesmo estando no período de estiagem, a quantidade de aterro e outros materiais despejados junto as margens está ‘matando’ os cursos d’agua. Não sei quem fez a obra de licenciamento ambiental, mas deveria visitar a área. Se continuar desse jeito, igarapés como o da foto vão desaparecer.

Num outro aspecto, a poeira torna a viagem bastante perigosa. Atrelado a isso, os motoristas dirigem em alta velocidade, por isso tantos acidentes. Para completar, em muitos trechos militares e empreiteiras ‘esqueceram’ de sinalizar o que vem pela frente. À noite, o trajeto fica ainda mais arriscado.

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4 Comentários em: Pavimentação da BR-163 "mata" igarapés

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  • Barão do Arapiuns disse:

    Se este é o rio Cupari, cortado pela Transamazônica, desculpe cara jornalista, este sempre foi o seu leito, desde a abertura da estrada. Cheio de inúmeros pedrais no seu leito, pura obra da natureza, e com certeza isto não é obra de nenhuma empreiteira que trabalha com terraplenagem na rodovia. Como ele, a maioria de nossos igarapés são assim no verão, transformados em pequenos córregos, desde que tenham leito rochoso (caso do Cupari) ou em poças lamacentas como vários outros que cruzam a rodovia. Morte imposta a igarapés, de verdade, foi a do Irurá, pela Cosanpa e pela destruição da Serra Piroca, e de um que cruzava a avenida Cuiabá, próximo a avenida Moaçara, na área urbana de Santarém, criminosamente aterrado pelo 8º BEC sem nenhum escrúpulo.

  • Dannie Oliveira disse:

    Senhor Adevaldo

    A constatação foi feita não somente por mim, mas por pessoas da área ambiental acostumadas a viajar pela região e que também lamentaram a situação dos igarapés. Se o mesmo viaja pela área talvez tenha tido sua visão ofuscada pela poeira da estrada. E sobre a realidade da região conheço bem tanto rio quanto estradas do oeste do Pará dada a minha atuação na área de comunicação em ongs e órgãos ambientais do governo o que responde sua colocação.

  • Adevaldo/rio cuparí disse:

    A jornalista podia viajar mais vezes pelas nossas estradas para descobrir que sempre foi assim, inverno com lama e verão com poeira e estiagem. Esses igarapés sempre foram assim, chegam a secar em varios percursos no verão e nunca vi nenhuma terraplanagem aterrando igarapés, conheça primeiro a realidade das nossas regiões antes de falar porcarias desnecessárias.

    1. Edy Portela disse:

      Apoio.