Santarém ganha com “A Selvagem…”

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Da leitora Míriam Lane, sobre a indagação do professor Anselmo Colares no post “A Selvagem de Santarém” ajuda ou atrapalha?:

Não acho que atrapalha.

Já ouvi muitos reclamarem que nossa região é esquecida, que não tem vez na mídia e quando aparece não tem o destaque merecido.

Lembro da minissérie “Amazônia”, que teve grande aceitação, inclusive com a mesma atriz Suyanne Moreira que fez a índia Ianká. A região também ganhou destaque com o filme Tainá, sendo gravado em Alter do Chão e na Flona do Tapajós em Belterra. Assim como o filme “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” que possui uma história ‘bem cabeluda’ e que muitos desconhecem, mas enchem a boca pra dizer que a Camila Pitanga gravou o filme em Santarém.

Pra completar, muitos levantaram e aplaudiram quando James Cameron disse que a gravação de “Avatar 2” seria na Amazônia. Se Hollywood criar um mundo imaginário por aqui pode né?

Resumindo, a cidade de Santarém está tendo destaque com uma história que mistura realidade e ficção, da mesma forma que acontece com muitas produções com cenário criado em outros lugares do país e do exterior. Acredito que as pessoas deveriam ser mais flexíveis. Sou uma “mocoronga belterrense”, tenho sangue indígena e me orgulho de morar na Amazônia.

Se nossa região foi escolhida como cenário para seriados, novelas e filmes deveríamos aproveitar pra divulgar ainda mais e contribuir com o turismo local.


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22 Responses to Santarém ganha com “A Selvagem…”

  • Este poema é uma homenagem a todas as nossas índias da Região Amazônica, que as personalizei nesses escritos.
    Gostaria de produzir um vídeo desse trabalho, com uma narrativa poética, e imagens da região com fundo musical de sons da floresta.

    “Amazônia, uma Virgem Assediada”

    Contam-nos os viajantes e aventureiros de outrora,
    que do Brasil bem ao norte.
    Numa longínqua e extensa planície
    de lindos crepúsculos e radiantes auroras.

    Vivia na doce inocência,
    correndo ao ar livre onde o luar é eterno,
    molhada pelo imenso rio vertical da chuva de inverno.
    Uma bonita jovem nativa de nome AMAZÔNIA.

    A qual por muito tempo despercebida passou,
    aos olhos e desejos dos que conquistam com ambições.
    Protegida por uma misteriosa redoma verde,
    Vicejante de grandes dimensões.

    Como era feliz nossa virgem inocente,
    quando seu corpo nu se banhava,
    em caudalosos rios de nascentes.
    De águas límpidas e puras,
    dádiva da generosidade de seu Criador.

    Seus longos e densos cabelos em caracóis,
    formados por negras florestas tropicais.
    Enroscavam-se no colar de pérolas Amazonas-Tapajós,
    enfeitados pelas mais belas e perfumadas flores,
    das centenárias árvores colossais.

    Irrigadas pelo multicolorido arco-íris do orvalho,
    num imenso jardim florido de real beleza.
    Fruto do carinhoso capricho materno
    de sua generosa mãe Natureza.

    Que emolduravam suas graciosas curvas,
    delineadas pelas mais perfeitas encostas rochosas.
    Tangidas e acariciadas pela brisa fresca do vento,
    como é ditado popular feito em prosas;
    uma cuiatã criada sem calça, nem senso.

    Seu lindo físico e encantos,
    pujaram-se livres com liberdade total.
    Sem nenhum falso pudor que viesse,
    privar-lhe de um intenso prazer ambiental!

    Curtindo assim as suas mais belas premissas.
    Ouvindo cantos e sons em timbres angelicais,
    dos nativos seus irmãos, e animais companheiros da fauna e da flora.
    Com a revoada de pássaros em bandos de seus nichos naturais.

    Sua linda boca cheirosa pelo aroma do sapoti,
    e os fartos lábios pintados do vermelho vivo do urucum.
    Cercavam seu travesso e malicioso sorriso
    formado pela brancura de alvas areias de lindas praias.

    Seus exuberantes e bonitos seios,
    esculturados em forma de montanhas,
    surgidos do calor ardente de pressões físico-geológicas
    de uma puberdade milenar latente em suas entranhas.

    Seus grandes e lindos olhos,
    espelhavam-se nos imensos e cristalinos lagos.
    Quando brilhavam na flor de suas superfícies,
    refletindo a cor de um majestoso céu azul.

    Dessa bucólica quietude e deleite.
    Nossa virgem por muito tempo gozou,
    com o coração puro e sem dono.
    Correndo em suas veias o sangue sadio e vigoroso,
    na forma do nutritivo vinho do açaí saboroso!

    Vários cognomes recebera;
    de “Pulmão do Mundo” pela sua pureza;
    de “Inferno Verde” pela misteriosidade;
    por sua riqueza vegetal “Hiléia Brasileira”,
    e de “Celeiro do Mundo” pela sua biodiversidade

    Ansiosa esperando vivia, que seu príncipe encantado,
    surgisse dali mesmo de uma gruta qualquer!
    Completando-a com o ciclo natural do sentimento,
    e felicidade de uma verdadeira mulher!

    Além do conquistador e lendário boto,
    muitos foram seus pretendentes no passado.
    Começando com o espanhol Francisco de Orellana.
    Que maravilhado pela sua magia e exótico esplendor.
    Mas apenas navegar nas curvas de seu corpo se contentou!

    Apaixonado por ela veio o francês Jacques Cousteau,
    singrar com seu suntuoso navio Calypso
    pela sua espinha dorsal rio Amazonas,
    Calypso que acabou se transformando,
    em sinfonia musical regional desta flona.

    Seringueiros que aparentando boa amizade,
    chegaram bem próximo de sua mais bem guardada intimidade.
    Para amistosamente nutrirem-se
    de parte do leite de sua mãe Natureza,
    sem comprometer a sua inestimável beleza!

    Chico Mendes como um nato protetor,
    que acabou perdendo a vida,
    tentando livrá-la de um violento e sanguinário estuprador.
    E pela grande paixão que tinha,
    em admirar e preservar sua densa cabeleira
    esvoaçante no vento secando ao sol do Equador.

    De uns tempos para cá,
    confirmados seus muitos dotes de valor,
    novos pretendentes surgiram alvoroçados,
    de todas as partes matizes e cor.
    Querendo o cobiçado e lendário Eldorado.

    Assediando-a com promessas e propostas,
    as mais mirabolantes possíveis, indecorosas e vãs.
    Uns como simples e ordinários gigolôs,
    com o intuito de apenas arrancar,
    as incalculáveis riquezas dessa jovem cuiatã.

    Materializadas em ouro, diamante,
    e outros tantos metais de alto valor.
    Alguns querendo violentá-la pura e simplesmente
    em seus encantos físicos naturais,
    na tentativa violenta de arrancar escalpelando
    o seu mais vistoso e atraente charme cobertor.

    Agora aparecem outros de bem longe,
    de além mar, olhos azuis…
    Cortejando-a oferecendo-lhe toda proteção.
    Talvez momentânea, e quando ganharem sua confiança,
    explorá-la dando-lhe em troca uma falsa paixão!

    Nossa virgem angustiada vive hoje,
    um dramático dilema no coração,
    com tantos pretendentes sem nenhuma garantia
    do qual lhe daria realmente a desejada proteção.

    Proporcinando-lhe a verdadeira paz e felicidade,
    em suas primitivas origens nativas,
    para que continue atraente bonita e risonha.
    Com o carinhoso e protetor olhar de sua mãe Natureza.
    Que sempre por perto observa e deseja;
    dias melhores à sua amada e querida filha AMAZÔNIA!

    David Marinho – Projetista e Gestor Ambiental
    E-mail: dasuanje@yahoo.com.br
    Fone: (093) 3523- 5562 – (093) 9182-4535

  • e Isso ai concordo com vc o importante foi as belezas de santarem foram mostradas…

  • Sim!

    Vcs entenderam a construção da tatuagem da cobra!?

    Ela conheceu a cobra aos 12 anos e se tornou uma “incandiaba”…sorry,my people!

  • Ah, um lado bom. A próxima será a viuva do Maranhão, é o nome do estado e não de nenhuma cidade, diferente no caso do Parazinho que só teve destaque na hora do homem na panela, o prato a moda do Pará, ainda bem que não foi a moda do Tapajós.

    Essa foi boa vai gente….kakakaka

    Responder

  • Ah, um lado bom. A próxima será a viuva do Maranhão, é o nome do estado e não de nenhuma cidade, diferente no caso do Parazinho que só teve destaque na hora do homem na panela, o prato a moda do Pará, ainda bem que foi a moda do Tapajós.

    Essa foi boa vai gente….kakakaka

  • Para os que acham que o que importa é o nome de Santarém parecer na midia, achei legal foi a cena na hora de jogar o Danton Melo na panela, que veio aquela narrativa falando em fazer o “prato a moda do Pará”. Foi de lascar!

    Deixando de lado se ajuda ou atrapalha, que conteúdo e diálogo mais mediocre, típico da Big Bosta do Bial e típico das produções e programações atuais da Globo. Cenário Belíssimo, uma mulher belissima, que boca heim…..vai ter boca assim lá…..mas o texto e enredo, mediocre.

    Valeu ver Alter, linda!

  • Bem o espsódio so mostrou a nudez. Se era pra mostrar a nudez, poderia ter sido: ” A gostoza de Monte Alegre” ou quem sabe ” A insasiável de Alenquer”. E pra quem mora na ilha das onças poderiamos ter o titulo ” O pintadinha da ilha das onças”. O fato é que em minha opnião o epsódio denegriu a imagem primeiro das índias, pois nunca vi uma india tão tarada como aquela, e em segundo lugar denegriu as mulheres de santarém, mostroiu apenas que as mulheres de santarém so pensam em sexo. Ou será que eu estou enganado?

  • Mordemos a língua e temos que aproveitar, não é qualquer lugar do interior do parazão que tema oportunidade de aparecer em programa especial e mais ainda em horário nobre a nível nacional e internacional. Orgulho de´ter sangue de índio nas veias….

  • Tirando a bela locação, o episódio “A Selvagem de Santarém” foi uma baboseira só, do começo ao fim. Aquela velha e insuportável história de que na Amazônia só tem piranha e canibal, que onça anda nas ruas e que jacaré não dá sossego pra ninguém. A Globo e você, nada a ver. Pensa que somos macacos?

  • Meu caro Jeso,

    Interessante essa discussão, daí, me permita, dar aqui um palpite do ponto de vista do marketing, área que me aventuro em mexer dentro da minha atividade profissional:
    Ficção: A Selvagem de Santarém.
    Realidade: As Belezas de Santarém.
    Vamos pensar dessa forma para ter uma certeza: todos ganham, principalmente Santarém, com quase uma hora de exposição em horário nobre na TV Globo, de incontestável audiência em todo o Brasil e com programação em outros países, de cenas belíssimas que retratam as belezas naturais e incontestáveis desse lugar encantador e acolhedor.
    Um forte abraço,
    Orly Bezerra

  • Sinceramente,

    Confesso que não botava muita fé na história não, mas como dizem, mordi minha língua. Assisti ontem ao seriado e me diverti muito com a história, fora as belas imagens que foram feitas do lago do Juá, lago verde e Alter do Chão.

  • A Globo deveria fazer um favor a esta cidade e criar o episódio “A (rua) esburacada de Santarém”.

  • imagina se o poder público local e regional desse o incentivo merecido e necessário para o Turismo de Santarém!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    OBS. DIZEM QUE A “SELVAGEM DE SANTARÉM” É A MARIA DO CARMO (PREFEITA) PELO DESCASO QUE TEM PELA CIDADE.

  • Só acho que trocadilhos maldosos sempre vão ocorrer por parte de pessoas sem informação. No mais concordo que o que importa é Santarém aparecer no cenário nacional. Quanto a minissérie, a globo perdeu audiência para a record no Pará e agora ta dandos os pulos pra retomar o que perdeu…

  • Sou de Santarém, tenho muitos parentes em Belterra, amo minha região, mas me desculpe, Sra. Míriam Lane, a minissérie da globo não retratará a realidade local. Continuaremos a ser tachados como índios que vivem como na época do descobrimento do Brasil. Duvido que você ande nas ruas de Santarém ou Belterra quase nua, toda pintada e, mais ainda, duvido que seja uma canibal.
    Quero deixar claro que não estou desmerecendo os índios, pois descendo deles também, mas é que realmente o que será mostrado não reflete a realidade local. Os índios de hoje não são tão ignorantes como pensam a maioria da população do sul do sudeste que ainda acham que somos pessoas ignorantes e sem participação no país.
    Viva a diversidade, viva a Amazônia atual.

    Raimundo Junior
    Santareno e estudante no Rio de Janeiro.

    1. Prezados;

      O episódio de ontem criou uma certa espectativa na população, ao final, faltou história e principalmente enredo. Não vi nada que esperava ver. E como falou Raimundo Junior, o povo do sul continua achando que aqui só tem indio.

      1. Cara Lucilene e Rdo Junior
        Depende da ignorancia de cada um ,acredito sinceramente que com a internet e televisão ainda há pessoas que pensam que aqui na região ainda anhdamos nus e que jacarés andem pelas ruas, só pessoas tacanhas e com falta de conhecimentos tem tais pensamentos. Imaginem vcs se pensassemos que no Rio de Janeiros há somentes favelados e traficantes e que em Brasilias só vivem corruptos, o que seria de nós com tamanha ignorância.
        Pensem que o episódio é uma ficção e que importa de tudo isso é a nossa Santarém ser destaque a nível nacional.
        Vamos deixar a” igorância” para quem é realmente ignorante.

      2. Concordo plenamente!

        Resumindo: foi sem conteúdo algum.

        Até os contos do Agapyto, seriam mais engraçados.

    2. Caro Raimundo, o episódio mostrou nossa cultura e belezas naturais. Misturou história das Amazonas na região, atualidade e muita comédia. Aliás, a série “As Brasileiras” possui esse lado cômico. O primeiro episódio foi “A Justiceira de Olinda” que castrou o marido. Será se as mulheres de lá são assim mesmo? Será se o povo brasileiro não entende que é realidade e ficção?
      E ainda tem a novela da Globo que tem cenas gravadas em Alter, mas o destaque será para o Marajó. Vão continuar reclamando da emissora né?

  • Concordo com vc, esse pessoal bem ta querendo que Globo faça uma minissérie chamada

    ” A EXECUTIVA DE SANTARÉM”

    Se e selvagem ou não, vai mostrar as belezas de Santarém, e pronto!!!!!!

    Não esqueçam e depois do Big Brother 12.

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