Projeto em Belterra concorre a prêmio mundial

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“Hoje, tudo é mais fácil”. É assim que um pequeno produtor de mel classifica sua vida após a chegada da telefonia móvel. Sua inclusão digital vem proporcionando algo que brasileiros de áreas isoladas também estão buscando: fazer parte da sociedade conectada.

E foi com o projeto Conexão Amazônica que a Fundação Telefônica Vivo e Ericsson foram selecionadas como finalistas do Global Mobile Awards 2013, premiação que ocorre durante o Mobile World Congress (MWC), maior feira de telecomunicações e dispositivos móveis do mundo.

O projeto concorrerá na categoria “Desenvolvimento Econômico e Social: Melhor Produto, Iniciativa ou Serviço em Mercados Emergentes” e os vencedores serão conhecidos amanhã (26), em Barcelona.

Eduardo Ricotta, vice-presidente da Ericsson para América Latina, diz:

“Desenvolvemos diversos projetos no Brasil, como os ônibus conectados que já circulam em Curitiba usando tecnologia 3G, as crianças da comunidade da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, que agora podem interagir graças a uma solução de educação em nuvem voltada para países em desenvolvimento e um importante projeto de saúde para a rede pública, que vem sendo aplicado em São Paulo e representa um avanço tecnológico na área de saúde. Na Amazônia, ribeirinhos do rio Tapajós ganharam independência com o acesso à internet de banda larga e colocou uma comunidade que até então vivia isolada em uma janela de frente para um mundo de oportunidades. Estamos incluíndo estas pessoas à sociedade conectada a que elas têm direito”.

Para Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo, esse projeto proporcionou a comunidades ribeirinhas da região amazônica oportunidades de desenvolvimento não apenas econômico, mas social e cultural a partir do acesso aos recursos que a sociedade em rede oferece.

“A região que, até a chegada do sinal da Vivo, vivia os desafios do isolamento imposto pela geografia da região amazônica, é hoje um lugar de pessoas conectadas, que vem transformando suas vidas e a vida de suas comunidades.” diz.

“A motivação original desse projeto tinha foco em Educação e Saúde, visando proporcionar, por meio das novas tecnologias de conectividade, oportunidades de aprendizagem para jovens ribeirinhos e agilizar as atividades de assistência médica à população desenvolvidas a bordo do barco-hospital Abaré. Isso realmente aconteceu. Mas as transformações propiciadas pela conectividade foram muito além.” finaliza Françoise.

Com população de quase 20 mil habitantes, Belterra é um pequeno município paraense que em 2009 recebeu sua primeira estação radiobase (ERB). Com a instalação dessa rede móvel com tecnologia de terceira geração (3G) para a transmissão de voz e dados, por meio de uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e Ericsson, mais de 16 mil pessoas já foram beneficiadas com a inclusão digital a que o município foi inserida.

“De lá para cá, foram identificadas mudanças positivas na localidade que vão dos aspectos sociais aos econômicos, trazidos a partir do acesso à telefonia móvel. Numa cidade em que a atividade predominante está relacionada ao setor de comércio e serviços, os benefícios gerados podem ser traduzidos em uma única palavra: desenvolvimento”, explica Carla Belitardo, diretora de Sustentabilidade da Ericsson para América Latina.

Mas Belterra não foi o único beneficiado com a ação. Com o acesso à internet de banda larga, a iniciativa das duas empresas tem proporcionado aos moradores dos cerca de 170 vilarejos da região Amazônica do Pará, que ficam no entorno do Rio Tapajós, não só mais independência, como também o desenvolvimento de projetos com o uso de dispositivos de comunicação móvel nas áreas de educação, saúde, meio ambiente e geração de renda em conjunto com uma organização não governamental.

Em pesquisa feita pela Universidade do Pará, em 2010, um ano após a disponibilização da tecnologia de terceira geração (3G) na região Oeste do Pará, vários dados sociais foram mensurados de forma positiva à chegada da tecnologia em favor da comunidade. Na pesquisa realizada foram percebidas melhorias em relação ao trabalho, emprego e renda.

O serviço de telefonia contribuiu para a criação de empresas e geração de empregos, fazendo com que 92% dos clientes de telefonia celular e internet tenham desempenhado importante papel no desenvolvimento da região.

E tem sido assim que Djalma Moreira Lima, pai de oito filhos e morador de Suruacá, comunidade isolada no meio do Rio Tapajós, lida com a chegada da telefonia celular e da internet como uma nova perspectiva para a comunidade.

Antes de 2009, Djalma vivia do mel que produzia nos fundos da casa onde mora. A venda, por consignação, era feita de forma indireta e dependendo de ajuda dos amigos: o produto era deixado duas vezes por semana na sede de uma ONG, devido a dificuldade de transporte e locomoção da região. Barco ali, só duas vezes por semana.

Hoje, o mel passou a ser o produto secundário do casal, que ampliou os negócios investindo na venda de gêneros alimentícios: pães caseiros, que pode chegar a 100 unidades por dia, por meio de uma venda direta. O cliente interessado nos pães ou mesmo no mel, que já ficou conhecido na região, só precisa digitar o número do celular para fazer o pedido e efetuar a compra.

O mel agora é colocado no barco e o cliente busca no pequeno porto de Santarém. A comunicação entre o cliente e o comerciante é feita totalmente via celular, facilitando o acesso aos produtos, gerando volume de renda e o sorriso no rosto da família, que faz questão de esbanjar a satisfação pós tecnologia: “Hoje, tudo é mais fácil”, diz o comerciante.

Com informações da Telefonica/Vivo


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