Poetas amazônicos

Publicado em por em Educação e Cultura

Onde andarão as borboletas?

Dedicada a todas as famílias, estejam os membros vivos ou mortos, que moram ou moraram na Av. Adriano Pimentel, nesta cidade de Santarém-Pa

Onde andarão as borboletas?
Graciosas, sutis, belas, multicores,
portadoras de fantasiosos presságios
àqueles homens antigos e meninos
prosadores das tardes nos barrancos?
Onde andarão as borboletas
passageiras do tempo, do vento,
mutantes corredeiras dessas gerações
insepultas na memória desta rua,
que voavam desordenadas, suaves,
pelos rios, praia, mangueiras,
pousando nesses elegantes casarios?
Borboletas graciosas, sutis, belas, multicores,
outrora vistosos broches dessa paisagem
que mareja meus olhos quixotescos
a comprimirem os rios em lagos,
represando-os com castelos de areia,
enquanto desatam as amarras
da lua, dos astros, de infinitas voltas
entre o trapiche e as mangueiras.
Onde andarão?
Borboletas, graciosas, sutis, belas, multicores,
voltai urgentemente neste século ainda,
atraindo gerações aos antigos barrancos.
Necessário que confabulem, filosofem, amem,
nessa paisagem, antes que virtuais se tornem.

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De Edwaldo Campos, poeta amazônico nascido em Alenquer e residente em Santarém.


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5 Responses to Poetas amazônicos

  • Querido PANGA, que dizer? Sou o mais gitinho dos que te aplaudem e faço-me um gigante pedindo a Deus que te conserve sempre com essa alma generosa que nos brinda com textos que se superam um após outro. Felizes os que viram as borboletas e escutaram os proseios do Olho Azul mais querido da Pérola, sentindo a brisa do pós almoço na sombra das mangueiras calotinhas, tesouros que enriqueciam a Adriano. SAUDAÇÕES AZULINAS,

  • O Panga se supera! Que poetico! Mais uma vez me rendo a sua sensibilidade, parabens companheiro!(Me desculpa a falta de acentuacao pois meu teclado esta desconfigurado e nao consigo arrumar)

    1. Bela poesia, Zélia. Concordo com vc. Olha só a força destes versos:
      “Borboletas, graciosas, sutis, belas, multicores,
      voltai urgentemente neste século ainda,
      atraindo gerações aos antigos barrancos. (…)

      Belo. Multicor.

  • Não precisava (nem) citar o autor da bela obra para identificá-lo.

    Parabéns, Panguinha…

  • Edwaldo Campos, maravilhosa sua poesia. É de um lirismo muito raro em nossos dias. Parabéns!

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