O governo Dilma gastará R$ 30 milhões na construção de Belo Monte, para destruir a natureza e os povos indígenas. Ao mesmo tempo, se recusa a investir verbas suficientes para garantir uma educação pública de qualidade.
Heloise Rocha, universitária e presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará), na passeata contra a construção da usina no rio Xingu, sábado à noite, em Santarém.

ESA ZINHA SEM NOÇÃO QUER VOLTAR PRO TEMPO DA LAMPARINA !!! O QUE SERIA DA VÁRZEA CITY SEM A ENERGIA DE TUCURUI ??? EIN ? EIN? VAI ESTUDAR PEQUENAZINHA !!!!!
É sintomático que um governo enxergue a Amazônia apenas por um prisma econômico. Os povos do Xingu dependem do rio para sobreviver de dele subtraem uma relação de dependência. Belo Monstro desviará do curso original do rio Xingu cerca de 100 Km, o que contabilizará a diminuição de cerca de 80% do volume de água do percurso correto do rio. Um dos principais pontos a serem afetados é a região conhecida como Volta Grande do Xingu. Os impactos nessa área serão gigantescos, pois o ecossistema e a grande variedade de espécies terão que “readaptar-se” a apenas 20% do volume de água que sempre tiveram devido o desvio do percurso do rio causado pela engenharia nefasta do projeto. Enquanto isso o governo tenta de todas as formas tapar as ilegalidades do projeto. O Ministério Público por várias vezes tem sido “tratorado” pelas arbitrariedades do governo.
Enquanto essas obras que beneficiaram principalmente o grande capital magnetizam grande parte dos investimentos do governo federal a Educação sofre seguidos ataques em seus investimentos. No começo do ano Dilma lança um corte de 50 bilhões no orçamento geral da união, sendo que desse montante 3 bilhões do ministério da Educação. A pobreza aumenta na contramão dos lucros cada vez mais massivos dos banqueiros e empreiteiras. Para camuflar esses índices deficitários do prisma social o governo utiliza a expressão surrada de desenvolvimento, e empurra goela abaixo projetos pensados puramente para os recortes financeiros dos banqueiros. E como somos poucos acostumados a participar das decisões políticas, acabamos por perder a atitude de reivindicar nossos direitos, que pouco a pouco são transgredidos sem nenhum respeito ao cidadão. Para Dilma pouco importa se os caboclos ou os índios irão sobreviver, o mais importante são as estatísticas econômicas do país.
Ótima frase da Heloise Rocha. Pagamos uma das energias mais caras do mundo, mas ao mesmo tempo sofremos com a falta de qualidade da mesma (afinal tem faltado energia todos os dias na região nas últimas semanas). Sob o risco de ficarmos sem energia para dar suporte ao tão sonhado “desenvolvimento e crescimento” do país, para solucionar o problema o governo resolve contruir cada vez mais barragens, barragens essas que irão causar enormes prejuízos ambientais e sociais, quando deveria investir na modernização das UHE e nas redes existentes. Ao passo que são investidos bilhões de reais para a construção de hidrelétricas para beneficiar as empreiteiras que financiaram a campanha da Dilma, os investimentos na educação sofrem cortes. Há anos que reivindica-se 10% do PIB para a educação, no entanto os investimentos chegam no máximo a 3% e o resultado disso é o sucateamentoda educação, salários baixos para os servidores (muitos deles em greve hoje), universidades e escolas caindo aos pedaços, falta de investimentos em pesquisa etc. Por isso tudo que pedimos 10% do PIB para a educação e dizemos não à construção de Belo Monte! Parabéns aos que ousam lutar!
Parabéns Heloise! A luta não é contra a produção de energia. A questão que foi colocada é que eSta energia não é pensada pra beneficiar a população e sim as grandes empresas que destroem e saqueiam a região. Alguém disse que temos que arrumar outras soluções. mas o governo não está nem um pouco interessado em outras fontes, pois, é a hidrelétrica que dá mais lucro às empreiteiras que financiaram as campanhas milhionárias dos políticos. Esse dinheiro logo retornará para os candidatos nas próximas eleições, perpetuando um ciclo macabro de corrupção e troca de favores na política nacional. Por isso: NÃO A BELO MONSTRO!!!
Parabéns, Heloise! Você dá um grande exemplo à juventude santarena de que é possível lutar por dias melhores, combinando a luta pela educação pública de qualidade com a defesa da Amazônia e do meio ambiente.
De fato, nos governos de Lula e Dilma a educação nunca foi prioridade. Prova disso é que os gastos nesse setor encontram-se hoje abaixo de 5% do PIB brasileiro, mesmo que, em 2001, a sociedade e os movimentos sociais tenham apontado a necessidade de pelo 10% do PIB.
Agora, em 2011, durante as discussões do novo Plano Nacional de Educação (2011-2020), mais uma vez, este governo se recusa a encarar as políticas públicas educacionais como uma área estratégica e propõe o investimento de apenas 7% do PIB, a ser atingido até 2020.
Frente a esse descaso, o movimento estudantil, os sindicatos e movimentos sociais levantam, mais uma vez, a bandeira dos 10% do PIB já, pois sem investimentos suficientes, o Brasil nunca vai pra frente..
Quanto à construção de Belo Monte, temos uma tragédia total! É uma obra que demonstra o compromisso de Dilma com as empreiteiras que financiaram sua campanha em 2010. As grandes mineradoras multinacionais que atuam na região (ALCOA, Vale, MRN) também agradecem.
No mais, parabenizo ao blog do Jeso por oportunizar a discussão dessas temáticas fundamentais da pauta política brasileira. Só uma correção, meu caro: o investimento do governo federal na construção de Belo Monte é de R$ 30 bilhões, e não R$ 30 mihões. (Havíamos publicado os valores erroneamente no blog da UES. Já foi corrigido: https://uesantarem.blogspot.com/2011/08/santarem-contra-belo-monte.html)
Abraços!
Ib Sales Tapajós
Coordenador da UES
Que peninha, dessa universitária. Ela é apenas um carneirinho, sem opinião própria. Repetindo o mesmo bla-bla-blá criado desde o dia em que foi anunciada a construção da hidrelétrica. Mais: claro que ainda não é o ideal, mas dizer que o governo da Dilma (apenas oito meses) “se recusa” a investir na educação é estar totalmente por fora do que está acontecendo nesta área no Brasil, desde o governo Lula.
Você está realmente desinformado, o Governo Dilma já começou fazendo cortes no orçamento inclusive o da educação, e se recusa a escrever um PNE que garanta 10% do PIB pra educação já.
Agora se você perguntar, caso não saia belo monte, de onde vai sair o dinheiro que as empreiteiras usam pra financiar as campanhas eleitorais do governo, eu realmente ficarei sem resposta.
Caríssimo, o que você achou dos 50 bilhões cortados do orçamento no início do ano? Um país que investe apenas cerca de 4% do orçamento em educação e ainda corta parte dessa mediocridade recusa-se sim.
Parabêns Heloise.
Acho seu comentário oportuno, porem hoje cedo o Alexendre Garcia fez um comentária, no BOM DIA BRASIL, sobre a convocação para um protesto nacional sobre a educação e não deu 100 pessoas em Brasília.
Portanto, não vamos pedir que pare as obras de Belo Monte, e sim cobrar dos políticos o mesmo empenho COM A DEUCAÇÃO, que eles tiveram para liberar a construção da hidroelétrica.
Voce sabe que a juventude, com as caras pintadas, tirou o Fernando Collor da pesedência. Porque não pintar a cara pela educação?
Heloise Rocha, em seu comentário faltou você dar exemplo de uma energia menos agressiva ao meio ambiente, e quais os locais ( áreas ) ideais para construções de hidroelétricas no Brasil.
Cara universitária, quando você tiver seus netos, eles também farão o mesmo que estais argumentando.
Nos anos oitenta eu falava muito sobre a educação como falo até hoje, meu pai até se irritava com meu descontentamento, sendo que fui parar em uma escola interna do governo federal, era o mesmo que você estivesse em um presidio hoje!
Saiu o governo militar entrou o governo civil democrático e a educação ficou muito pior!
Vejo que eis uma liderança estudantil, então seja uma ótima profissional mas não siga carreira política, se não seus netos irão ser taxados de descentes de corruptos(políticos).
Boa sorte e seja feliz.
O dinheiro da educação e da saúde não é esse usado em Belo Monte, mas sim os mais de 300 bilhões que o governo paga a título de juros da dívida pública, que registre-se é a mais alta taxa do mundo. Um ponto percentual ao ano que o governo reduzisse da taxa de juros, já resolveria boa parte dos problemas da educação e da saúde
TRIPLOX o problema da saude não é dinheiro , é ADMINISTRAÇÂO .
Quanto mais dinheiro se jogar lá .. mas vai ser desperdiçado , roubado ….
30 bilhoes… querida…. Quero saber no futuro de onde virá a energia que vc usa hj, para ligar seu notebook, sua internet, e demais necessidade energeticas……. pense nisso tambem,,,