Exibido há pouco, em Itaituba, na TV Record (Canal 2), uma matéria interessante sobre o conflito ocorrido entre a Polícia Federal e índios Munduruku, na fronteira entre Pará e Mato Grosso, no início do mês.
A equipe da TV Itaituba – Júnior Ribeiro (repórter), Ewerton Oliveira (cinegrafista) e Anderson Pantoja (produtor) – foi a primeira a aparecer na aldeia depois do conflito, que resultou na morte de um índio.
Na reportagem, de quase 8 minutos, a equipe exibe um vídeo inédito, em que aparece os federais atirando em direção aos índios.
O caso está sob investigação do MPF (Ministério Público Federal).
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Abaixo, a reportagem:
Parece que nesse caso foi “Eu vi, eu presenciei, eu estive lá, eu testemunhei, meu colega filmou e olhem aqui a porra” Fudeu total!! Parabens!!
Jeso, quero parabenizar a equipe da Record Canal 2 pela matéria sobre o ataque da PF aos índios indefesos. É assim que se faz jornalismo, botando o pé na estrada (ou o corpo todo no ar, como fizeram) e ir testemunhar os fatos, ver de perto, ouvir as vítimas, sobretudo quando assistimos a um telejornalismo conivente que só escuta a voz dos que mandam e matam. O grande trunfo do repórter é poder afirmar: “Eu vi, eu presenciei, eu estive lá, eu testemunhei”. Parabéns.
Deixa ver se entendi, fizeram a reportagem mas só ouviram os índios, pegaram um vídeo gravado pelos índios e mostraram com verdade indubitável, pelo que sei a PF só soltou uma noto dizendo que aconteceu o fato e ponto, não deu mais detalhes até porque é uma investigação. Quer dizer que a PF chegou lá e saiu atirando a esmo, já que eles não estavam fazendo nada de errado? E como explicaram os agentes feridos? Eu responde, não explicaram. Infelizmente, tem-se a ideologia no jornalismo de que se o cidadão pertence a uma minoria ele é inocente independente do que ocorra se do outro lado estiver um representante do estado (não estou eximindo de culpa a PF por qualquer erro que tenha ocorrido) mas essa reportagem foi completamente tendenciosa. Não acredito em imparcialidade no jornalismo, mas acredito em independência do jornalismo para mostrar os fatos (todos eles).