Seixas Lourenço: novo embate com o Sindufopa

O reitor pro-tempore da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), Seixas Lourenço, arranjou outra sarna para se coçar com os professores da instituição.

Por portaria (nº 384/2013), com data do último dia 26, estabeleceu “em doze (12) horas semanais de aulas o mínimo para todas as categorias e níveis do corpo docente” universidade.

O sindicato que congrega os professores (Sindufopa) já reagiu: encaminhou a portaria à Andes, para “avaliação jurídica”.

A ideia é lutar para a revogação da portaria, considerada inconstitucional por ferir, por exemplo, o artigo 57 da LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação).

– Vale relembrar que durante a última greve, a mais longa da história de nossa categoria, o governo federal procurou aumentar nossa hora mínima em sala de aula de 8h para 12h e,  mesmo com sua truculência e indisposição à negociação, recuou e manteve as 8h.  Assim, a portaria 384/2013 pretende impor algo que nem sequer a presidência da República conseguiu – compara o professor e sindicalista Gilberto César Rodrigues.

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20 Comentários em: Sindicato reage à nova carga horária da Ufopa

  • Como sempre, uma decisao arbitraria e sem consultar a categoria. Ja nao temos salas decentes para trabalhar, laboratorios adequados, a administracao superior nos trata como gado. Agora, isto… E este sr. age impunemente. O MEC concorda com tudo isso?

    Alo, Profa. Lucineide! Ja que estas prestigiada no MEC. Peca a cabeca deste senhor. A comunidafe universitaria ficara agradecida!

  • O PT é mulher de malandro: permite que a tucanada que manda nesta universidade (Seixas, Aldo, Ximenes) faça os maiores absurdos e fica por isto mesmo. Não vão fazer nada? Vocês é que irão se queimar no final!

  • Será que a nomeação do Cláudio Scliar (petista de carteirinha) comprou o silêncio do PT em relação aos desmandos do Seixas?

    • A “razão” dos casais Ximemes e Scliar.

      CARTA ABERTA A COMUNIDADE ACADÊMICA:
      NÃO AO NEPOTISMO NA UFOPA!

      Por todos(as) é conhecida a gestão antidemocrática e autoritária da Administração Superior da UFOPA. Casos recentes de NEPOTISMO (favorecimento de parentes), porém, agravam a situação desmoralizante e paralisante que vivemos nesta universidade. É inaceitável e preocupante que em um Estado Democrático de Direito agentes públicos, tratarem o público, como propriedade particular, através de práticas infelizmente recorrentes em nossas instituições públicas: patrimonialismo, nepotismo e clientelismo.
      Duas decisões administrativas recentes na UFOPA ferem o Art. 37 da Constituição Federal que obriga as Administrações Direta e Indireta dos três poderes a seguir os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na contratação de funcionários no serviço público, assim como a 13ª Súmula Vinculante, aprovada pelo STF, que veda o nepotismo nos Três Poderes, segue texto:
      “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.”
      Vamos aos FATOS:
      1) Contratação da Professora Visitante Tereza Ximenez Ponte
      Sra. Tereza Maria Ferreira Ximenes Ponte, esposa do Sr. Marcos Ximenez Ponte (cargo de Direção na Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Tecnológica da UFOPA) foi contratada pela UFOPA em julho de 2012 como Professora Visitante (D.O.U., Nº 136, segunda-feira, 16 de julho de 2012) após Processo Seletivo Simplificado cuja Comissão Organizadora foi presidida pelo seu marido (Portaria nº 637 de 25 de junho de 2012.).

      2) Concurso anulado de Geografia e indicação de Rosangela Vieira (Assessora Especial) e Cláudio Scliar (Pró-Reitor de Comunidade, Cultura e Extensão).
      Em outubro de 2012 ocorreu concurso público da UFOPA para o preenchimento de 22 vagas para o cargo de professor em diversas áreas. Os resultados foram homologados e os classificados dentro das vagas previstas foram convocados em 24 de outubro do mesmo ano, exceto os candidatos aprovados na área de Geografia, que tiveram uma grande surpresa ao descobrir que o tema 13 do edital (área geografia) havia sido anulado em 31 de janeiro de 2013.
      A anulação do concurso foi resultante de inúmeros recursos impetrados pela candidata Rosangela Viana Vieira, eliminada por insuficiência na prova didática, recursos estes negados pela banca no momento do concurso. No entanto, em recurso posterior enviado a Reitoria da UFOPA por esta mesma candidata, o Procurador Público Federal junto à UFOPA, Bernardino Ribeiro, emitiu um parecer que sugere a anulação do concurso apenas na área de Geografia, alegando que as alterações na constituição da Comissão Examinadora seriam “vícios insanáveis que levam a invalidação do concurso”, sendo este parecer homologado pelo Reitor José Seixas Lourenço. Entretanto, o concurso púbico ocorreu em perfeita normalidade, de forma clara, justa e conforme todas as regras estabelecidas em edital. Todos os membros da Comissão Examinadora eram externos à instituição e todas as alterações na Comissão Examinadora foram devidamente publicadas pela Comissão Organizadora do concurso com antecedência, justamente para possibilitar o pedido de impugnação, e não foram objeto de objeção por nenhum dos candidatos. Além disso, as alterações nas comissões examinadoras ocorreram nas outras 13 áreas do concurso e não foram objeto de anulação, como ocorreu na área de Geografia.
      O fato mais intrigante é que a candidata Rosangela Viana Vieira foi nomeada para exercer Cargo de Direção como Assessora da Reitoria da UFOPA, a partir de 09 de novembro de 2012, da mesma forma, seu cônjuge, Cláudio Scliar, também foi nomeado para exercer Cargo de Direção a partir de 01 de dezembro de 2012, como Pró-reitor da Comunidade, Cultura e Extensão, gerando uma situação conflituosa de interesses, pois a candidata que interpela através de recurso à Administração Superior e seu cônjuge, que se fez procurador de sua esposa, também para interpor recurso em seu favor, são obstantes parciais na análise de seus próprios recursos, e influenciaram a tomada de decisões da administração, já que são Assessores da Reitoria.
      Estas práticas favorecedoras de interesses particulares (nepotismo, clientelismo) por parte de gestores públicos foi denunciada ao Ministério Público Federal (e está sendo apurado por este) diante da necessidade de impedir que a impunidade e imoralidade se instaurem definitivamente na UFOPA. NÃO AO NEPOTISMO NAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS!

      Santarém-PA, 27 de março de 2013

      SINDUFOPA
      Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal do Oeste do Pará
      ANDES-SN

      • A cada nova notícia divulgada no blog, aumenta a indignação diante das atrocidades cometidas pelos gestores dessa universidade. Já até ouvi falar que muitos professores que foram aprovados em concursos não aguentaram o estágio sem lei e pediram exoneração. A quem compete afinal julgar tais irregularidades? O que posso fazer, como cidadão do Oeste do Pará, para contribuir que essa situação seja resolvida com respeito e moral? Por favor, me digam, eu farei!

  • Só pondo fogo na reitoria Guy Fawkes

  • O que são 12 horas? Três manhãs ou noites em sala de aula. Sobra um tanto para pesquisa. Pesquisa? Ou enganação às custas de nossos impostos.

    • Nao fala sobre o que vc nao sabe, cara! Cada hora em sala de aula corresponde a pelo menos uma hora de preparacao, fora as provas e trabalhos a corrigir. E uma universidade soh merece este nome se tiver pesquisa. A regiao precisa muito de pesquisadores que contribuam para o seu desenvolvimento, sr. Burgomestre!

  • Técnico Administrativo em Educação trabalha 8 horas por dia, 40 horas por semana. Ou seja, passa o dia na faculdade às vezes sem necessidade, é simplesmente estabelecido horas a trabalhar, e não se importam muito com metas, além do demasiado trabalho pela péssima organização, delegação de tarefas, que tem sacrificado muitos servidores.

  • A nomeação do novo homem da “Sinfra” é outra brincadeira de péssimo gosto, nestes três concursos da Ufopa será que nenhum servidor possui capacidade para tal cargo. Muitos dos FGs e CDs foram concedidos a servidores da Ufpa, e ainda outros que passaram no concurso vindos de Belém com a garantia de indicações a esses cargos.

  • O que os trabalhadores que trabalham 44 horas semanais de trabalho dizem de professores com contratos de Dedicação Exclusiva e/ ou 40 horas semanais que não querem ficar na sala de aula nem 12 horas por semana. Isso é uma vergonha! Observaram que o pseudônimo Guy Fawkes faz comentário dos seus próprios comentários? A Prof. Lucieneide com certeza não concorda com seus comentários.

  • Eu quero ver se esse SINDUFOPA tem coragem de defender quem não quer trabalhar.

    Fico perplexo com a postura de alguns docentes. Felizmente é uma minoria.

    • Voce nem sabe sobre o que esta falando. Trabalhamos tambem com pesquisa e extensao. Professor que nao faz pesquisa eh desatualizado, dando uma pessima aula, com conteudo defasado.

      • “Trabalhamos também com pesquisa e extensão…” .Tua fala nesse comentário Guy Fawkes, te entrega como professor da ufopa também, mesmo que vc não tenha se identificado, e vc assim como outros professores, não todos, ao invés de estarem dando aula, esta aqui fazendo politicagem postando em todos os comentários que aparece no blog que não seja do teu interesse . Isso só prova o descomprometimento com a educação desses professores ligados ao sindicado ou a reitoria que estão ai na ufopa só brigando por dinheiro e por altos cargos.

  • A verdade é que os professores não querem dar aula …. fazem concurso e não querem ir para sala de aula… quem é aluno da UFOPA sabe que isso é verdade… têm uma corja de folgados, liderados por esse sindicato que só quer fazer arruaça … eu sou discente e vou dar um conselho … vão fazer um plano de aula decente para apresentar para nós …. vão orientar os seus alunos de maneira decente, sem que a gente precise tá implorando por isso …. esse papo de que professor ganha mal, tem que ganhar mal mesmo pela merda de aula que apresentam … esclareço, que tô falando dessa minoria que só vive protestando merda …. esses que muito protestam são os que menos trabalham … a grande maioria dos professores tá cumprndo sua função … e o resto que não me venham falar asneiras.

  • Tem bolsistas que trabalha bem mais que esses professores que ficam brigando por cargos e dinheiro na ufopa, nos estudantes já não aguentamos mais essa politicagem barata entre esse sindicado e a reitoria que só prejudica a gente que estamos aqui para estudar e não para ficar vendo essa palhaçada.

  • Se o Ministério Público abrir a Caixa de Pandora da Ufopa, não vai sobrar nada, nem a esperança, lá dentro.
    Comenta-se pelos corredores da Ufopa, e todo mundo já sabe faz tempo, que esse concurso só foi anulado porque a esposa do Scliar não foi aprovada. A banca examinadora foi isenta, a Sra. Scliar deu uma péssima aula e foi reprovada.
    É ridículo uma assessora da Reitoria entrar com ação contra a própria Universidade para ganhar no tapetão!
    Por que nos outros concursos não ocorreu anulação? Porque os aprovados eram “adequados” ou não tiraram vaga de nenhum “indicado”. Sabemos como ocorrem muitos desses concursos de docentes do Ensino Superior.
    Os aprovados no concurso de Geografia que foi anulado devem entrar na Justiça, ou vão ficar sem a vaga. A Reitoria vai convocar outro concurso, com uma banca para uma ação entre amigos, e Dona Scliar será contratada. Os outros vão ficar chupando dedo!
    Que aula vai dar alguém contratado nessas condições?
    Que vergonha para uma universidade nova, que já nasceu com uma enorme herança maldita!

  • Estudo em uma sala onde nenhum professor falta e temos todas as aulas semanais, mas algumas salas de aulas os professores (que são diferentes) nem se importam em dar um oi! Soube de casos onde o professor da matéria ainda nem apareceu e já faz 1 mês que as aulas começaram, isso sim é um absurdo, trabalhar em pelo menos 12 aulas por semana não é.

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