por Helvecio Santos (*)
Nesta série de artigos que chamo “O caos está instalado” pretendo propor uma reflexão sobre o que vi em Santarém em minhas férias de 15/12 a 05/01/12.
De cara, esclareço que sou um ser político apartidário, melhor dizendo, meu único partido é o PS – Partido de Santarém, cujos filiados são todos os que sonham com uma “Santarém pai d’égua!”.
Leia também dele:
“Educação nunca foi prioridade neste país”.
Missão cumprida.
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Assim, não venham os partidários ou partidistas de plantão, reacionários a tudo que confronta o seu “status quo”, dizer que isto é choro de perdedor em início de campanha política.
Na verdade é choro de perdedor, mas perdedor de uma cidade que outrora foi um paraíso e hoje, dia a dia, vive um inferno astral cujos limites estão mais alargados cada vez que vou aí e, o lamento é maior, pois numa rápida análise fica claro que basta vontade política, amor ao chão que pisamos e um sentimento de cuidar, para a cidade sair dessa situação.
Falta comprometimento e cuidado tanto do poder público quanto da população. Do comprometimento dos dirigentes viria a vontade de liderar o povo em direção à construção de uma cidade digna, uma “cidade de gente”.
Muita coisa que se pode fazer independe de dinheiro. Aliás, sem querer aprofundar no pensamento político de Leonel Brizola, este dizia que a maior fonte de recursos está na cabeça do governante e eu acrescento, na vontade.
Só para exemplificar, será que custa muito mandar os garis varrerem o cais do porto? De tanta areia acumulada, tem trechos que mais parece praia.
Orla? Não! Poderia até ser chamada de orla o que é mais charmoso e dá “onda”. Mas nossos governantes transformaram a orla em cais, que no “pai dos burros” é: “Lugar lajeado para desembarque de passageiros e carga, na margem dos rios ou do mar”. Então, é ou não é cais?
Mas vamos à bola da vez…vamos ao trânsito!
No Brasil não conheço uma cidade que tenha um trânsito mais caótico que Santarém e olhem que conheço muitas cidades brasileiras.
Temos veículos de mais e ordenamento de menos. Nesse tópico carecemos de tudo!
Semáforos, placas, demarcação de pistas de rolamento, definição de vagas de estacionamento, limitadores de velocidade, zona de exclusão de trânsito, definição de hora e locais de carga/descarga etc etc etc.
Parece piada, mas carecemos até de aviso nos muitos buracos que as pistas de rolamento apresentam, estejam ou não em obras. Não temos uma rua da qual se possa dizer que as pistas estejam demarcadas.
É cada um por si e Deus por todos!
Absurdos impensáveis em uma cidade minimamente organizada – tanto na trafegabilidade quanto nos parqueamentos – são tolerados ou permitidos. Desconhecimento ou acomodação das autoridades responsáveis? Quem se arrisca a responder?
A impressão que fica é que como tudo está ruim, então deixa como está.
Só para citar, como permitir que haja retorno na pista da Avenida Mendonça Furtado utilizando-se os intervalos dos canteiros ( canteiros?) que dividem as duas pistas? Se o veículo que vai retornar for um veículo só um pouquinho maior do que os carros de passeio, e aí falo, por exemplo, de uma caminhonete cabine dupla, as duas pistas ficam travadas. O veículo fica com a frente numa pista e a traseira noutra pista.
Também se um veículo for em direção à Santarém/Cuiabá e quiser retornar em frente ao Shopping Paraíso e, por hipótese, outro veículo estiver na pista contrária esperando para entrar no estacionamento do Shopping, novamente as duas pistas ficam paradas.
Ora, é primário que retorno se faz em rotatória ou utilizando-se uma via secundária.
Outro ponto crítico é a descida do viaduto que cruza a Santarém/Cuiabá, sentido centro. Ali tem um sinal que é um angu de caroço! É o cruzamento de duas vias de trânsito intenso e os motoristas que, vindo do viaduto, precisam pegar a Rodagem, praticamente tem que sair no tapa.
Não seria lógico que ali fosse instalado uma sinaleira que permitisse a parada dos carros que vêm nas avenidas para permitir a passagem dos que precisam entrar no cruzamento?
Na avenida Tapajós a qualquer hora os carros de carga/descarga fazem fila dupla e até tripla e os outros motoristas que se danem com a pista e o visual prejudicado. O mesmo acontece no horário de saída dos barcos, lá pelas 18:00 horas, sendo que na altura da Praça Tiradentes, é quase impossível transitar. Além dos carros de carga/descarga, também os de passeio e táxis param em qualquer lugar, o mesmo fazendo os mototaxistas.
Praticamente inexiste placas de sinalização o que faz com que, por exemplo, descobrir a via preferencial seja um exercício de adivinhação.
Também não existe facilidade de fluidez no trânsito. Melhor dizendo, inteligibilidade no trânsito. A frota cresceu e a engenharia de trânsito não acompanhou o crescimento.
Some-se a tudo isso a falta de campanhas de educação. Assim, o motorista sente-se superior e único dono da via expressa. É como se as ruas fossem feitas exclusivamente para os carros e o cidadão, um intruso indesejado, que inconvenientemente às vezes se arrisca em meio aos pés de borracha, atrapalhando o fluxo.
A mesma lógica é seguida nos locais de parada e de estacionamento, chegando ao absurdo de alguns ilustres possuidores de carro utilizarem a calçada dos imóveis como estacionamento e até mesmo garagem.
Os poucos sinais visuais nunca são respeitados, o mesmo acontecendo com os sinais luminosos, salvo se ali estiver postado um guarda de trânsito.
A regra é que a prioridade nunca é do pedestre! Ele que se dane!
Será que custa muito educar, sinalizar, fiscalizar e se não for suficiente, multar? Isto tudo está no Código Brasileiro de Trânsito, o que dá a impressão que Santarém não está no Brasil.
Já o transporte coletivo, é caso de polícia! Tanto no respeito ao passageiros, quanto ao pedestre e à cidade como um todo. Aliás, os ônibus de Santarém deveriam se chamar “nuvem tóxica” pois são facilmente localizados pela quantidade de fumaça preta que expelem. Ouso dizer que não estará longe da verdade afirmar que são sucatas das capitais.
Também, apesar de ser um meio de transporte limpo, recomendado, tendência mundial por fazer bem ao planeta, ao usuário e ao povo em geral, Santarém não tem uma cultura voltada para a utilização de bicicleta e, estenda-se a palavra cultura, tanto ao ciclista quanto ao não ciclista. O ciclista quando montado deve obedecer as mesmas regras dos motoristas e desmontado equipara-se ao pedestre. Assim, como permitir ou tolerar ciclistas andando sobre o cais, arriscando tanto a sua integridade quanto a dos pedestres?
Também, pudera, Santarém não tem ciclovia e nas raríssimas existentes, não há conservação. Na ciclovia da Silva Jardim, perto da Anísio Chaves, próximo à Prefeitura, os pinos de demarcação estão totalmente encobertos por uma grossa camada de areia que também invade a pista de rolamento.
É bom lembrar que a secretaria responsável pelo trânsito, de acordo com o portal da Prefeitura na “internet”, “gerencia a circulação viária, planeja e promove o desenvolvimento da circulação e da segurança no trânsito”.
Será que, em Santarém, o trânsito nos transmite a idéia de que há gerenciamento, de que há planejamento e promoção do desenvolvimento da circulação, de que há segurança no trânsito?
À vista da carência de condições tão básicas, pode-se dizer que o portal da Prefeitura vende uma ilusão cibernética.
Assim, voltando para o nosso mundo real, será que é difícil mandar os garis varrerem a areia do cais e da ciclovia da Silva Jardim? Já seria um bom começo!
Creiam, dói-me fazer este depoimento, mas amor não é sempre dizer palavras bonitas. Às vezes é preciso usar palavras duras.
P.S.: dedico estes escritos ao santareno Antenor Giovannini e a todos os que como nós, clamam no deserto, na esperança de que milagres aconteçam e um oásis se faça.
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* Santareno, é advogado e economista. Reside no Rio de Janeiro. Escreve regularmente neste blog.
Enquanto isso o Secretário está de birrinha querendo assumir agora a Diretoria do SR como vemos na matéria https://www.jesocarneiro.com.br/esporte/sao-raimundo-na-justica.html é brincadeira NUNCA ví pra gostar mais de aparecer. Campanha #SandroLopesNoBBB13
O Helvécio vive onde? Eu quero ir pra lá, cara. Será que é essa “bacaba” toda??????
Vai na Índia que lá tem um trânsito ordenado(rs). O caos não é privilégio de Santarém, inclusive nas cidades onde V.Sas moram(que imagino não ser a Suiça),apesar de serem “cidadãos do mundo”. Que mundo??????Ainda não vi alguém dizer que exista uma cidade modelo no Brasil, em todas existem mazelas bem maiores que as nossas.Concordo em alguns pontos, mas quero dizer que é muito fácil falar de uma situação que vc não vivencia o dia a dia.Eu bem que poderia ir embora, como já fui, voltar cheio de rrrrrs e ssss, tipo “cagando” regra sem ter contribuído com nada.
Meu caro Jeso, meu caro Helvécio muito bom dia
Fico muito grato e lisonjeado por dedicar o artigo a este velho chato e repetitivo e a outras pessoas que insistentemente procuram através de seus reclamos exporem suas indignações e frustrações no que ocorre em nossa cidade.
Porém, como escrevi algum tempo atrás, este seu amigo jogou literalmente a toalha. Até abri mão alguns dias depois expondo publicamente meu tombo na principal avenida da cidade, av. Ruy Barbosa, em razão de materiais de uma obra jogados no meio da calçada como mais um alerta, haja vista não haver nenhuma preocupação municipal para que as calçadas sejam dos pedestres.
Mas, apenas isso. Um rápido desabafo. Na realidade todos esses reclamos sejam feitos da forma que forem não surtem o efeito em quem deveria surtir. Existe uma dolência, um desinteresse, uma total falta de compromisso aliado a uma conivência generalizada da grande massa. Poucos reclamam, e sempre os mesmos, o que passa a idéia de serem eternos “reclamões” e sempre existe o comentário de que senão está contente volte para sua cidade já que aqui vc é um estrangeiro. Por isso o jogar a toalha e deixar o barco correr e tomar conta apenas da minha vida e da minha mocoronguinha.
Vide o seu artigo onde poderiam tirar proveito para analisarem cada ponto e ponderarem os prós e os contras de suas sugestões. Veja que a grande maioria já foi direcionada para outro comentário onde o leitor também visitante, postou sua indignação. O seu que originou já ficou de lado.
Para quem dos 40 anos trabalhados numa mesma empresa, sendo 28 deles andando pelo interior desse imenso País, teve a oportunidade de conhecer centenas de municípios, a maioria infinitamente menor que Santarém, e com uma série de problemas realmente, mas o que sempre se notava era uma vontade em resolver ou pelo menos minimizar os problemas apontados.
Nos mais diversos artigos, comentários, expostos ao longo desses 10 anos de Santarém, a intenção foi sempre de chamar atenção para que pelo menos alguma coisa fosse feita. E, lamentavelmente, não se observa isso. O exemplo do motivo do tombo é um deles. Rabisquei em 05 de dezembro de 2008 exatamente sobre os mesmos problemas. Quantos e quantas outras reportagens, matérias de jornal, telejornais, mesas redondas, artigos de blogs, foram discutidos esse mesmo assunto que é a ocupação e uso das calçadas. O que foi feito nesses quatro anos para modificar, senão tudo, mas, alguma coisa? Nada. O Código de Postura que o diga. Se ele existe, porque não foi ou não é aplicado? Se existe, porque hoje está sendo novamente discutido na Câmara Municipal e sendo solicitado para que a população volte a opinar sobre ele? Então não foi aprovado como muitos insistem em dizer.
Caro Helvécio outro triste exemplo de inércia sobre o assunto trânsito que você relata é a questão dos ônibus. Tivemos há pouco tempo atrás uma terrível tragédia onde três vidas foram ceifadas num acidente de um micro-ônibus. Alguma medida mais enérgica quanto ao comportamento, fiscalização dos ônibus em circulação foi tomada? Entendo que não porque o que se observa nas ruas são ônibus trafegando em alta velocidade e fazendo rachas com outros. Ou seja, tal qual a colocação de um semáforo em uma das vias talvez esperem que outras tragédias ocorram para medidas drásticas e atuantes sejam aplicadas. Porque tem que ser assim?
Por isso e por muitas outras coisas é que resolvi me silenciar, me abster, jogar a toalha e deixar o barco correr apenas pedindo a Deus que ilumine nossos dirigentes e proteja o povo hospitaleiro dessa terra que me recebeu de maneira a fazer com que me orgulhe de aqui viver, de querer aqui encerrar meus dias, apenas querendo que a minha cidade não tivesse apenas nas suas belezas naturais o seu grande atrativo . Apenas querendo que nossos dirigentes tivessem muito mais vontade em fazer do que apenas divagar e prometer.
Um grande abraço e tenham uma excelente semana
Obrigado Antenor! Sabe, não lembro onde, mas li em algum lugar mais ou menos assim: “Os intelectualmente pobres discutem pessoas; os mais ou menos, discutem fatos. Já as pessoas intelectualmente qualificadas discutem idéias”. Quando escrevo sobre minha querida Santarém, sempre penso que algo de bom irá acontecer e isso me incentiva a continuar. No entanto, sei que também me exponho a ler coisas que não gostaria e nem precisaria. Algumas até ofensivas o que, penso, não mereço, mas enfim….Também não vou contrapor comentários sobre minha história pessoal pois não é isso que interessa além do que, a partir do momento que exponho publicamente minhas idéias, fico também exposto a isso. No entanto, basta uma simples leitura dos comentários postados para percebermos que nós, santarenos, temos alguns dos defeitos do pessoal da capital do Parazinho. Um deles é gostar de aplauso e não saber analisar e, se for o caso, corrigir ou, se não for o caso, rebater com idéias as críticas que nos são feitas. Explico: se v. cantar loas a Santarém, o pessoal acha v. um cara super legal e te convida para o churrasco, a cervejada, a roda de viola e muito mais. Se v. apontar um problema, um só, aí v. é inconveniente, virou besta ou, como querem alguns “v. é um caboco” prosa. A partir daí a coisa descamba para o pessoal e v. passa a ser vidraça. Isso tudo porque v. não rezou pelo hino “Minha terra tão querida/Meu encanto, minha vida……” E olha que os mesmos que cantam “Minha terra tão querida” são os mesmos que jogam espinhas de peixe nas praias, estacionam em cima da calçada etc etc. Moro fora de Santarém há mais de 40 anos mas praticamente todo ano vou a Santarém e sou santareno (na verdade nasci no beiradão do Amazonas, caboclo, sim, e sou santareno de coração e não de berço), tapajoara e brasileiro, o que me dá todo direito de criticar e também aplaudir, quando entender ser merecido. Acontece que realmente cada vez que vou aí, Santarém está mais e mais degradada. Essa história de sustentabilidade está cada dia mais longe. Exemplo? As praias da frente da cidade se foram, a do Maracanã também e, hoje, mergulhar em Alter do Chão é quase certo contrair uma micose. Assim não dá, para, por amor a Santarém, diante de tanta potencialidade, ficar calado. Uma vez em Bariloche a guia que nos levava em um passeio no lago Nahuel Uapi (não tenho certeza se é assim que se escreve), disse que não jogassem “guimba” no lago pois uma só guimba contamina 15 mil litros d’àgua. Imediatamente pensei no que fazem em frente à cidade e em Alter do Chão (esgoto sanitário dos barcos que são verdadeiros hotéis flutuantes, esgoto da cidade que escorre em poças d’`agua podre etc etc). Isso é imediato! Que fazer? Amo Santarém e ela nunca sai da minha cabeça. Óbvio, seria mais fácil esquecer, mas é superior a mim. Saímos de Santarém mas Santarém não sai de dentro de nós. Repito, seria mais fácil não voltar mais a Santarém e gastar meu dinheiro indo a outros destinos. Mas aí tenho plantadas minhas raízes. Assim, para azar dos que não suportam críticas, mesmo se construtivas, pois sempre dou minha humilde sugestão para resolver os problemas que aponto, e também não conseguem discutir idéias, informo que meu próximo artigo é sobre a SUJEIRA e o FEDOR existentes. Convido, portanto, àqueles que distorceram a finalidade do artigo e me usaram como vidraça, a nos unirmos e como os gritos seriam muitos, quem sabe os governantes não começam a agir? Como disse no artigo sobre o TRÂNSITO, varrer a areia de cima do cais e da ciclovia da Barão já seria um bom começo e não custa nada. Precisamos de v. Antenor! TAPAJOARAMENTE,
A cidade é vilipendiada sob todos aspectos: administradores descompromissados com a coisa pública, população despreparada para os cuidados essenciais com o meio ambiente, autoridades lenientes aos reclamos da população mormente aos desmandos de certos administradores hospitalares onde a saúde do indivíduo mais carente é tratada sem desvelo.Acredito que a educação às nossas crianças nas escolas e soubermos votar em candidatos preparados, teremos uma Santarém com qualidade de vida melhor, não sejamos céticos.
Caros, quando estive esse mês nas cidades de SINOP e SORRISO, ambas no Mato Grosso, percebi quanto deficiente nossa estrutura da cidade. Fquei mais surpreso quando um morador da cidade de SINOP me informou que a cidade conta com 33 anos, logo me veio a mente a minha amada Santarém, extremamente abandonada, com ruas esburacadas, saúde lastimável, enfim, uma cidade sem atrativos, que não sejam os naturais. E por falar nesses, nada de termos um investimento que possibilite maior aproveitamento econômico e não o rudimentar serviço prestado. Nada contra os trabalhadores, mas a falta de investimento do poder público. Minha conclusão final: A PREFEITA MARIA DO CARMO, PROMOTORA DE JUSTIÇA, PRECISA IR ATÉ ESSAS CIDADESS E FAZER UM ESTÁGIO DE COMO SE DEVE ADMINISTRAR UMA CIDADE, DEVENDO SEU SUCESSOR NO CARGO, TAMBÉM IR LÁ E APRENDER O QUE DEVE SER FEITO.
Mas como sei que não irião, precisamos enquanto moradores exigir audiências públicas com os candidatos,verificar quem possui melhor planejamento, sobre o que é possível ser feito e não promessas vazias. Nesse ponto, relembro que dos candidatos à época, via no candidato Márcio Pinto propostas mais concretas, mas sem contar com meios necessários perdemos a oportunidade de saber se as executaria ou se seria que nem o governo atual. Problema aqui que tudo é partidário, fica a administração da cidade em mãos dos amigos e não aos cuidados de pessoas técnicas, com conhecimento na área. Outro fator que percebo é que temos um Poder Judiciário acanhado, basta fazer um acompanhamento do quantitativo das ações que o Ministério Público tem entrando contra a Prefeitua de Santarém, eu lembro da improbidade da prefeita e do secretario Inácio (agora candidato a prefeito), para ter licitação para os ônibus (até hoje os onibus estão nas mãos de empresários amigos), para que secretario de saúde e diretor do municipal cumpram lei do SUS e até hoje não tivemos qualquer resultado pratico. Talvez por saberem que a lentidão da justiça seja uma realidade incentiva cometerem todos esses desmandos. Apenas lamento, pois Santarém não tem do que se orgulhar, diante do que apresenta hoje.
Caro Helvécio,
Parabéns pela coragem de tua manifestação. Imagino quão sofrida deve ter sido a decisão de chamar para ti o dever de cortar a própria carne e denunciar tamanho abandono. Tua autoridade de santareno, porém, não deixa dúvida e é fundamental para que teus conterrâneos desenvolvam percepção da realidade e tomem consciência de que, em contraste com a exuberante beleza natural, vivem, sem merecer, na cidade mais suja e maltratada do país.
Helvecio,
Assim como você, fiquei longos anos sem ir a Santarém (29) depois que de lá saí em 1974 quando, além de amazônida/tapajônico, tornei-me cidadão do mundo.
Quando voltei a Santarém levei um baita susto com o quadro de decadência total da cidade. A partir de então, fiz algumas observações críticas utilizando o blog do amigo Jeso. A última vez em que estive em Santarém foi em julho/11, e cada vez mais decepcionado com a falta de um tudo, mas principalmente com a realidade do esgoto correndo a céu aberto palas sarjetas das ruas e o sanitário despejado diretamente no Tapajós, na extensão daquilo que foi denominado de “orla”, fiz minha opção de só voltar a Santarém quando noticias tiver de que a população adquiriu senso crítico, e lutando por seus direitos, exigiu dos poderes constituídos (executivo, legislativo e judiciário) o atendimento dos preceitos constitucionais que todo cidadão santareno tem à saúde, saneamento básico, educação, transportes, segurança etc,
Espero não demorar muito a voltar para visitar Santarém….
Forte abraço.