Segunda maior autoridade na hierarquia da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará), a professora doutora Raimunda Monteiro surpreendeu a esfera acadêmica ao tornar pública, ontem (14), uma carta em que faz críticas duras ao modelo de gestão da universidade.

No seu, digamos, fogo amigo denominado Mensagem à Comunidade Acadêmcia da UFOPA, ela aponta o alvo:

– A UFOPA está em construção e a equipe que assumiu a incumbência de implementá-la não pode arrogar-se como portadora de todas as verdades. São todos colegas, com funções de chefia e subordinação nesta conjuntura, mas que poderão reencontrar-se em posições opostas no futuro. O espírito de construção institucional coletiva em muito ajudaria para que colegas antigos e os novos se integrassem de forma harmoniosa no projeto da universidade – escreve.

Mas  a maior autoridade nascida em Santarém na direção da UFOPA não faz só críticas. Destaca avanços da entidade e aponta caminhos para evitar o “aprofundamento da crise” que hoje vive a caçula das instituições de nível superior da Amazônia.

No Leia Mais, abaixo, a íntegra da mensagem da professora.

Esse documento, enviado ao ministro da Educação, Fernando Haddad, e ao reitor da UFOPA, Seixas Lourenço, pode acarretar a destituição de Raimunda Monteiro do cargo de vice-reitora.

Mensagem à Comunidade Acadêmica da UFOPA
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Estou ocupando a Vice-Ritoria Pro-Tempore da UFOPA, nomeada pelo Ministro de Estado de Educação Fernando Haddad, em novembro de 2009. Fui professora do Campus da UFRA em Santarém, onde, com muito orgulho, ao lado de meus sete colegas contribuímos para formar três turmas de engenheiros florestais, em condições de infra-estrutura muito precárias, mas compreendendo a missão pioneira de um dos cursos que abriu fronteiras para a grande universidade que estamos construindo.
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A minha mensagem traz um esclarecimento sobre a minha visão dos acontecimentos que mobilizam nossa comunidade acadêmica. A minha trajetória desde meus 18 anos, se pautou por um engajamento pessoal, profissional e intelectual nas transformações sociais e pela democracia. Vejo a UFOPA como um instrumento de produção de conhecimentos e de formação de capital humano voltado para o desenvolvimento das vocações locais da Amazônia e como propulsora da criatividade intelectual do nosso povo, em toda sua diversidade sociocultural. A UFOPA foi criada num contexto de política pública favorável, por um programa Federal de fortalecimento do ensino público no Brasil e com vários meios de democratização do acesso ao ensino superior.

Em 05 de abril de 2011 a UFOPA completou um ano e cinco meses de existência legal e podemos contabilizar conquistas inegáveis na i) realização de concursos públicos para docentes e técnicos; ii) o início das obras de ampliação das instalações; iii) a oferta de vagas pelo PARFOR, no qual a UFOPA se engaja decididamente na formação superior dos professores da Educação Básica; iii) a oferta de 1.250 vagas e de novos cursos, alguns dos quais respondendo a demandas candentes da sociedade local; iv) projetos de extensão que realizam atividades formativas e de assessoramento em várias frentes de trabalho no município; v) criação de novos cursos de especialização vi) os esforços para que em breve tenhamos o primeiro curso de doutorado, sendo que já temos dois cursos de mestrados aprovados.

Essas e outras conquistas foram possíveis graças à capacidade da Universidade em canalizar os investimentos do Programa REUNI- Programa de Apoio aos Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, instituído pelo Decreto 6.096/2007.

A UFOPA é hoje um ambiente de criatividade, discussão de idéias, inovações, encontros de múltiplas experiências trazidas por colegas de todas as regiões do Brasil e alguns de outros países, dando vida e enriquecendo a proposta do Governo Federal de criar uma universidade com forte identidade e atuação nas questões amazônicas, com qualidade e estatura acadêmica nacional e internacional. Mas, também, como todas as universidades, é um ambiente de questionamentos, de debate e de contraditórios. A controvérsia e a problematização são forças motrizes da renovação do conhecimento e das mudanças sociais que ocorrem em todos os lugares do mundo.

O processo de implantação da UFOPA, ao lado das inúmeras conquistas, em tão pouco tempo, também vem sendo acompanhado de alguns problemas de gestão e conturbações de ordem política, os quais prejudicam a imagem externa da universidade.
Ainda na qualidade de Vice-Reitora, cargo que aceitei entusiasmada pelo projeto da UFOPA, me sinto na obrigação de manifestar os aspectos que acredito merecerem atenção para que a UFOPA cumpra plenamente seus objetivos.

1. Sobre a Gestão Administrativa
Mesmo sendo Pro-Tempore, a administração superior deveria ter criado em seu primeiro ano, um Conselho Superior Pro-Tempore (CONSUN), reunindo membros da direção e representantes docentes, discentes e técnicos. Porque as decisões que estão sendo tomadas terão repercussões profundas no destino da Universidade, Propus ao Reitor, a criação do CONSUN em abril de 2010, quando dirigi as primeiras ações da Comissão Estatuinte. Um ano depois, o CONSUN ainda não foi formalizado.

Mesmo sendo direção Pro-Tempore, a direção da universidade deve implementar um processo de gestão em que haja planejamento institucional, pactuação de objetivos e metas anuais de forma colegiada (CONSUN Pro-Tempore seria a instância adequada), com mecanismos de monitoramento de resultados, designação de responsabilidades e prazos.

A UFOPA está submetida a um método personificado de comando, com excessivos poderes de decisões em algumas Pro-Reitorias. A falta de planejamento institucional fragmenta a ação das unidades acadêmicas, despotencializando a sinergia necessária para alavancar as competências internas. O planejamento se dá por iniciativa dos institutos, sob o risco de prejuízo de efetividade por não estar amparado num planejamento superior. Decisões que envolvem a vida das pessoas na universidade são tomadas de forma unilateral, gerando conflitos e desconforto entre a comunidade.

A temporariedade da direção não justifica a ausência de um diálogo amplo com a comunidade sobre o volume de recursos que o Governo Federal está investindo na implantação da universidade, as prioridades de investimentos, as dificuldades de atender demandas, os prazos das obras, as soluções intermediárias de acomodação. O balanço público dos recursos financeiros executados no Orçamento de 2010 e o quanto a universidade internalizou de recursos em serviços e aquisição de bens na região, demonstraria à sociedade a importância deste grande investimento no desenvolvimento regional.

A UFOPA está em construção e a equipe que assumiu a incumbência de implementá-la não pode arrogar-se como portadora de todas as verdades. São todos colegas, com funções de chefia e subordinação nesta conjuntura, mas que poderão reencontrar-se em posições opostas no futuro. O espírito de construção institucional coletiva em muito ajudaria para que colegas antigos e os novos se integrassem de forma harmoniosa no projeto da universidade.

2. Sobre a democracia na gestão
Este é um dos aspectos mais frágeis da direção Pro-Tempore. Não há como esconder que o processo de debates anteriores à criação da UFOPA foi imperfeito por causa da metodologia que privilegiou eventos de informação em detrimento de mecanismos de esclarecimentos e convencimento, considerando que a nova universidade trazia mudanças de grande impacto acadêmico. Palestras de membros da Comissão de Implantação, parlamentares e de autoridades do Governo apresentando o Projeto da UFOPA foram insuficientes para criar a empatia necessária entre a nova universidade e a comunidade local.

A comunidade regional tem uma tradição de debate de políticas públicas arraigada. Planos de governo, como Plano BR-163 Sustentável, ZEE, foram amplamente debatidos e modificados com a participação dos atores locais. Uma universidade pode ser diferente, enquanto temática, mas como política pública, deveria ser discutida, ponderada e (no que pudesse ser pactuado) aperfeiçoada a partir da participação local.
Em dezembro de 2009, em sessão promovida pelo Ministério Público Federal, na qual a comunidade estudantil pleiteava participar da discussão do modelo acadêmico, apontando incertezas que perduram ainda hoje na formulação dos percursos acadêmicos, representei a UFOPA, comprometendo a universidade em promover todo o debate necessário para o aperfeiçoamento do processo democrático. Porém a instituição não deu atenção a esse compromisso.

Um ano e cinco meses depois da UFOPA criada, ainda perduram indefinições quanto à algumas graduações, certificações, diplomação, percursos acadêmicos, métodos de avaliação entre estudantes, mas também entre professores e dirigentes. Isso se deve a um diálogo precário, restrito aos dirigentes e, mesmo assim, desprovido de metodologias apropriadas para lidar com divergências.

A forma como se deu a substituição da Diretora do ICS, recentemente, com a nomeação de uma colega de fora da universidade, quando o colegiado discutia a indicação de um membro do Instituto, é difícil de ser assimilada numa universidade. O Colegiado do Instituto foi desmobilizado e eu, que na condição de docente, vinha contribuindo na formulação do curso de Planejamento de Desenvolvimento Regional, fui afastada sumariamente.
Atuando como Vice-Reitora tive minha função esvaziada nesse primeiro ano de implantação, tendo as minhas atribuições reduzidas ao que estabelece a Portaria no. 753 de dezembro de 2010: “reunir com as entidades e os dirigentes dos segmentos universitários, incluindo as representações sindicais, os representantes estudantis e os representantes de associações, principalmente quando solicitado encontro ou reunião com a Reitoria”. Não sou a Vice-Reitora de fato, portanto, não posso assumir as responsabilidades pelas decisões das quais não participo.
Esses e outros fatos que não cabe tratar aqui contribuíram para gerar insatisfação entre estudantes, docentes e técnicos, as quais, sem uma instância colegiada de deliberações (CONSUN), ficaram sem locus de negociação. A manifestação do DCE na aula magna foi uma atitude incorreta na forma como os estudantes interviram numa programação da instituição, frustrando os alunos, professores e o ilustre palestrante. Porém, o DCE poderia estar na mesa, representando a comunidade estudantil, razão da existência da universidade, como ocorreu no ano passado.
A instauração de processos administrativos (PADs), instituídos pela administração superior para apurar os fatos caracterizados como irregularidades é uma prerrogativa jurídica dos gestores. Contudo, os fatos ocorridos não caracterizam delitos que justifiquem os PADs, pois acima de tudo, espera-se da universidade o respeito ao direito de expressão como princípio democrático inalienável. Os PADs trouxeram um clima de instabilidade política, de desconforto e de intimidação entre os membros da comunidade acadêmica, especialmente em relação aos colegas em estágio probatório. O temor de que opiniões contrárias à direção terão como resposta a coerção. Universidades são lugares de efeverscência do pensamento crítico, de manifestações políticas, de formulação de bases teóricas para o aperfeiçoamento das democracias.

Nesse sentido, me solidarizo com os segmentos dos estudantes, dos técnicos e dos docentes, contrária aos PADs. Precisamos instalar urgentemente na Universidade, outras formas de diálogo que permitam a livre expressão das opiniões e a construção de consensos, regidos pelos princípios da política pública que estamos implementando no ensino superior, pela capacidade de mediação e pela racionalidade.
Diante destes fatos, resumo minha mensagem os seguintes termos:
I) Não obstante os bons resultados apresentados neste primeiro ano, a Administração Pro-Tempore da UFOPA deve rever seus métodos de gestão e a sua concepção em relação ao trato das divergências. Evitar o aprofundamento da crise que, desnecessariamente, está prejudicando as relações internas e a imagem externa da universidade. Defendo a instalação imediata do CONSUN Pro-Tempore como instância de resolução das questões que afetam toda a comunidade.

II) Democracia pressupõe se fazer ouvido, mas também ouvir. Que o diálogo entre Administração Superior e setores críticos se dê em ambiente de respeito mútuo, com arenas de debate definidos e dentro dos muros da universidade. E ainda com propostas concretas que possam aperfeiçoar o projeto em curso. Que a primeira tarefa do CONSUN seja promover um ciclo de debates internos que considere as propostas de aperfeiçoamento gestadas a partir da avaliação de todos os segmentos e unidades acadêmicas sobre este primeiro ano de implantação da UFOPA. O Artigo 3º da LDB-Lei de Diretrizes e Bases da Educação estabelecem os princípios que nos asseguram essa prerrogativa.

iii) Continuo disposta a contribuir, acima de tudo como educadora, na avaliação, no planejamento, na gestão e nas atividades acadêmicas da universidade. Porém, deixo claro: ou exerço plenamente a autoridade conferida em Lei à Vice-Reitoria ou não vejo sentido em estar no cargo que ocupo. Reivindico também participar da construção dos programas do Instituto de Ciências da Sociedade, dando prosseguimento ao engajamento acadêmico ao qual tenho direito como docente desta Universidade.

Santarém-PA, 13 de abril de 2011.

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61 Comentários em: Vice-reitora faz críticas à gestão da UFOPA

  • A Raimundinha disse tudo o que estava entalado na garganta de nós professores, especialmente aqueles que estão no probatório e vem sendo constantemente initmidados. Mulher de fibra e de caráter é esta!

  • A Profa. Raimunda Monteiro com essa análise jogou a discussão para um patamar superior. Enquadrou a turma colonialista com muita habilidade e excelentes argumentos. Põe o cargo em risco mas não mistura sua trajetória com arbitrariedade, truculência e intolerância.

    Paulo Lima

  • Uma pergunta? Quem ousa defender a REItoria e seu bando agora? A própria VICE-REITORA DENUNCIOU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Olá Jeso, venho aqui expressar minha satisfação a vc por sempre nos manter bem informados das notícias da região. Tive oportunidade de conhecer a Professora Raimunda Monteiro quando ingressei no curso de Engenharia Florestal na época ainda campus da UFRA no anos de 2003 o qual tive o prazer de fazer muitas amiizades ( entre elas a sua sobrinha Barbara, muito linda por sinal..rs, mande lembranças a ela) e posso afirmar que dentre tantas pessoas a Raimunda Monteiro foi uma das que mais se dedicaram ao fortalecimento da outrora instituição, vindo inclusive pedir sua transferência do campus de Belém para integrar o corpo docente do campus recém inaugurado, abrindo mão da situação estével e de reconhecimento a qual desfrutava naquela instituição da capital para enveredar-se na ardúa batalha que encontraria, deparando-se com a falta de infraestrutura, de materias didáticos e precariedade o qual se encontrava o campus da Ufra no início dos cursos de engenharia florestal, nunca se negou a discutir junto aos alunos e técnicos e procurar soluções para minimizar as dificuldades. Quero agradecer a ela por permitir que eu pudesse fazer parte da sua e também da minha vida acadêmica não somente no âmbito professor-aluno, mas também como na relação afetiva e emocional a qual ela tratava a todos nós, chegando a beirar um amor fraternal o qual demonstrava pro todos os alunos. Hoje moro em Itaituba e queria deixar um grande abraço a Professora Raimunda Monteiro e aos demais Professores( Clodoaldo, Lia Oliveira, Marcela, Arlete, Gama) que fizeram parte daqueles anos, os quais eu os guardo com o maior carinho e respeito por todos. Venho em nome da turma de 2003 agradecer aos esforços de todos os professores por acreditarem na nossa turma e ajudarem a moldar o carater de cada um.

    Ps: Clodoaldo temos que fazer um CachaçUFRA lá na Chácara rapaz. Jeso, vc já está convidado. Qualquer dúvida sobre o evento Jeso pergunte a Barbara, ela lhe explicará tudo.

    • E será que a Arlete, o Gama e o Clodoaldo terão a grandeza de se solidarizar à Raimundinha, colega dos velhos tempos, ou irão preferir ficar ao lado do reitor ocupando seus cargos? Pergunta que não quer calar!

  • tenho professores que são contrario a esse modelo da ufopa,eles foram chamado pelo reitor que deu uma dura neles.cara a gente pergunta dentro da sala de aula com vai ser o nosso caminho acadêmico dentro da universidade e niguem sabe,os professores, os alunos, os tecnicos,o pessoal da direção,isso e uma vergonha…..

  • É PRECISO TER A CORAGEM DE DIZER. VALEU RAIMUNDINHA. MULHER GUERREIRA. PRA FAZER VALER A NOSSA HISTÓRIA.

  • A gestão da universidade se comporta totalmente alienada ao momento da sociedade, mais parece uma junta militar do que professores universitários. A atitude da nobre professora Raimunda se pautou no bom senso, vestiu o colete salva vidas antes que o barco atinja o iceberg, se o comandante mantiver o prumo ela pula no mar, se mudar de prumo continua no barco.

  • Mais importante do que criticar por criticar, como vários estão fazendo, a Raimundinha aponta sugestões para resolver o problema. Isso é a atitude mais produtiva e construtiva que se pode fazer. Para os “rebeldes sem causa” que nada acrescentam para a melhoria da universidade, sigam o exemplo dela e façam uma oposição de qualidade.

    • bom, concordo com vc, eu sempre fui contra esses “guerrilheiros”, mas -aproveitando o comentário do J.W.- foram eles que avisaram a todos sobre o iceberg.

  • Professora Raimunda Monteiro, parabens pela sua carta, apesar não ser academico e nem membro do corpo docente da UFOPA, o que observo é o pleno autoritarismo que a Reitoria da UFOPA vem tendo com as causas que podem ser debatidos em um mesa redonda, onde todos tenham vez e voz e principalemnte onde a melhor proposta seja a implentada.
    Quero lembrar que esse modelo nós ja vivenciamos em Santarém qdo o Professor Aldo Queiroz esteve a frente da UFPA, falta de dialogo e falta de respeito com os que lhe cercam, me parece que O reitor que ora assumi a UFOPA aprendeu com o Professor Aldo. Agora convido a sociedade santarena, a tambem se manifestar nossa cidade é conhecida pelo debate e a força das organizações sociais por isso precisamos tbm nos manifestar qto a forma autoritaria que o Reitor Seixas Lorenço vem conduzindo a gestão da UFOPA, que eu me lembre o basico da educação no campo é “Respeitar as pessoas q são donos da casa”, nesse caso o Reitor em questão deveria ter aberto um dialogo com a sociedade de um modo em geral, ao contrario além de não fazer o dialogo, ele nem mora em Santarém quando vêm fica hospedado no melhor hotel da cidade e nem tentar conhecer nossa realidade ou ainda respeitar o povo daqui.
    Penso que a Professora Raimunda Monteiro fez bem em divulgar essa carta pois aos olhos de de quem esta de fora pelo menos intrenamente a gestão deveria ser partilhada mas o q entendi que isso não esta ocorrendo. Parabens professora pela sua coragem
    Esse forma autoritaria q tem seu maior lider o Reitor da UFOPA deveria ser acionado o Ministerio Publico Estadual e Ministerio Publico Federal, para entra com uma representação ou ação contra o atual Reitor da UFOPA.
    . Agora podemos iniciar uma moveimento FORA SEIXAS!!! FORA ALDO QUEIROZ!!!!! VAMOS A LUTAR PELO DIALOGAR !! DIGAMOS NÃO A DITADURA DE SEIXAS E ALDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • E o Aldo tem vários discípulos, que pelejam, pelejam, pelejam e acabam criando uma ditadura baseada em conluios e favorecimentos.

    • Estás 100% certo, leitor atento! Aldo Queiroz foi um ditador implacável, que governou a UFPA STM a ferro e fogo, cercado por vários bajuladores nomeados unicamente por amizade e fidelidade ao pequeno tirano. FORA SEIXAS! LEVA CONTIGO ESTE BAUZINHO CHAMADO ALDO!!!!

  • Professora, não estou em período probatório e quero aqui declarar o meu apoio a criação do CONSUN Pró-tempore imediatamente. Apesar de ter uma visão diferenciada da sua sobre as políticas instituídas para o ensino superior pelo governo, não poderia neste momento de lhe parabenizar por sua coragem e compromisso com a classe trabalhadora de nossa região, demonstrando públicamente as suas posições sobre a crise em que vivemos na UFOPA.

    Professora Edna Marzzitelli

  • É Raimundo?

  • Dizem que os ratos são os primeiros que abandonam o navio quanto este está prestes a afundar.

  • Muito oportuna essa manifestação da Profa. Raimunda … tá aproveitando o momento para tirar proveito próprio. Aposto que na primeira eleição que tiver pra Reitor ela vem como candidata a Reitora .. e jura que vai ter o apoio dos alunos do DCE … mas todos sabem, inclusive o DCE qual é a posição dela … DUPLA … HEHEHHEHEHEHE

    • Não, ela está sendo sincera com o que está acontecendo na UFOPA.
      Há pessoas (e muitas) que julgam os outros a partir daquilo que elas próprias fazem…

  • A professora Raimunda Monteiro, que até então não via como voz ativa neste processo de implantação da UFOPA, merece a partir de agora minha admiração e respeito. Falar com este nível de clareza e coragem não é para todos. Nós, número expressivo de professores, não estamos contra a UFOPA – como querem fazer parecer – mas contra a forma autoritária com que certas decisões e desenlaces têm ocorrido. Há pouco o Reitor divulgou nota na qual esclarece a invalidade das PADs contra os discentes, pois não são servidores públicos da Universidade. Embora seja como cobrir a ferida de um tiro no pé com Band-aid, é alguma forma de reconhecer os excessos cometidos por esta gestão.
    Sem qualquer preferência político-partidária ou regionalista, acredito que a UFOPA tem grande potencial de crescimento, e quero contribuir como puder para que cresça. Mas entendo, tal qual a professora Raimunda Monteiro, que uma universidade pública é antes de tudo espaço de diálogo e debate, até mesmo para contraditórios. Se isso não é permitido em sua totalidade, o caráter intelectual da universidade se esvazia, e teremos mais uma instituição de formação técnica para as reservas de mercado. É o que querem os gestores?

  • É isso mesmo, a coragem parece ser para poucos!
    Parabéns profª Dra. Raimunda Monteiro, estava esperando a hora da senhora sair desse lugar de coadjuvante.

  • Soa, no mínimo, estranho que no momento em que tantos absurdos são praticados pela atual reitoria da UFOPA a VICE-REITORA pró tempore venha a público com esse discurso de “alternativa moderada” diante do radicalismo fascista da gestão em que ela figura como o segundo nome. É a mais fina flor do oportunismo político de quem sempre esteve dentro do atual projeto de universidade anti-povo que se estabelece e em momento algum levantou a voz enquanto o rolo compressor da reitoria a serviço das mineradoras e dos grandes projetos avançava sobre todos que ousam gritar por democracia entre os técnicos, professores e estudantes. Agora ela disfarça e diz que “não é com ela” diante da reação popular que começa se esboçar contra esse modelo absurdo de “universidade” cuja reitoria, da qual ela faz parte, não tem o menor pudor em usar de Processo Administrativo Disciplinar para perseguir politicamente todos que na comunidade universitária ousam criticar o fascismo que tenta impor o silêncio pelo medo. Esse texto é uma tentativa de se desvincular mesmo que na aparência da reitoria, mas na essência não traz nada de novo é uma defesa do mesmo modelo acadêmico. Não há crítica ao projeto de universidade. Não é essa a UFOPA que queremos!

  • O ilustre Professor Doutor Seixas Lourenço se deixou influenciar pelo autoritarismo e pela truculência do Aldo, que mandou e desmandou na UFPA por um período de quinze anos (nós, os antigos, é que sabemos bem). Se livra do Aldo, Seixas, e irás se redimir ao menos em parte!

    Aliás, novatos, procurem saber há quantos anos o Aldo não entra em sala de aula!

  • pelo que entendi o senhor Reitor precisa prestar contas dos valores que recebido e deve ser um valor bem alto.
    e depois fazer com que uma univercidade do tamanho da UFOPA nao seja queimada.

  • Taí ! os mocorongos se libertaram da Ufpa e agora não sabem como administrar a sua unuiversidade ! já é um bom sinal de como vão governar o futuro estado que querem mais por birra do que por competência !!!! ah! esses mocorongos são como adolescentes mimados que não sabem o que fazer com a própria liberdade !!!!

    • Tu és bem da capital de “merda”! O que sabes da nossa realidade? Pra teu “desconhecimento” quem ainda administra a UFOPA é a UFPA de Belém.

    • Seu idiota sem noção…infelizmente não nos libertamos da ufpa ainda… Continuamos presos mas agora com outra sigla

    • Esse povo que tu chamas de adolescente mimado esta sim crescendo. E quantos adolescentes que no decorrer de tua breve vida despresartes e agora tu os ver com teus proprios olhos, que eles crescerão e madurecerão se tu viver verás que seremos a menina dos olhos dessa nação, pois somos aguerridos e desbravadores e tu mesmo se não sair de nossa frente não seremos piedosos.

    • Não nos subestime, que a nossa capacidade e vontade superam qualquer tentativa de imposição de idéias e esse estereótipo de inferioridade. Viva o povo mocorongo lutador!!!

  • O que eu não consigo entender é o porque de um governo como o do presidente LULA, tido como um dos mais democraticos que o país já teve, nomeou algem tão desprovido de diálago como o SEIXAS, ou ele é muito amigo do ministro da educação, ou tem um PAI DE SANTO FORA DO SÉRIO.

    • morra de inveja!

    • É camarada, pra seu azar o Seixas é MUITO competente, e por enquanto não tem tem ninguém com cacife, prestígio e conhecimento suficiente pra montar nesse “touro raivoso” que é a UFOPA no momento.

  • Queria que todos os calouros lessem isso. Já estava clara essa crise, mas agora está escancarada! No CFI são poucos os professores que ousam dar uma opinião sobre os problemas que a universidade vem enfrentando. As críticas da comunidade acadêmica contrária vem sendo intimidada enquanto elogios imediatistas são feitos por poucos amigos da reitoria. Como calouro, tenho consciência do grande risco de ter uma formação comprometida nesse modelo praticamente sem comprovação empírica de eficácia.

    • Claro que os professores do CFI não criticam! A Dóris é ditadora e persegue de forma implacável a oposição. Fora Dóris! Fora Seixas Lourenço!

      • Fui questionar os seminários realizados aos sábados com a professora Dóris e ela respondeu com arbitrariedade. Não podemos aceitar isso.

        • Seria surpresa se ela tivesse reagido de forma amigável. A Dóris não admite divergências de opinião. É a DitaDóris!

  • Infezmente dentro de uma universidade ainda existe gente com pensamento como do ALDO e SEIXAS e que tem função de comando, o que nossos filhos seram estudando SOB a direção de pessoas como estas, como teremos educação democrática e de qualidade com gestores que ainda acham que o melhor modelo é MANDA QUEM PODE OBDECE QUEM TEM JUIZO.

    • fêssor UFOPA,

      “pêlo amorrr de DEUSO !”

      “INFEZMENTE” = 1 PONTO PARA A GESTÃO ATUAL
      “SERAM” = 2 PONTOS PARA A GESTÃO ATUAL
      “OBDECE” = 3 PONTOS PARA A GESTÃO ATUAL
      “JUIZO” = 4 PONTOS PARA A GESTÃO ATUAL

      Quem deveria ser o REITOR DA UFOPA ? Um fêssor do seu estilo que comete QUATRO ERROS gravíssimos numa frase de 4 linhas ?

      Será que não percebes que a UFOPA está cheia de INVEJOSOS sedentos de poder ?

      Existem situações distintas que estão colocando no mesmo saco para confundir a opinião pública, mas não conseguirão lograr êxitos por INCOMPETÊNCIA EXPLÍCITA.

      i) Espernearam para participar do processo de criação sem o menor conhecimento de causa: FORAM DERROTADOS !

      ii) Espernearam contra o modelo acadêmico sem aceitar que faz parte da primeira derrota

      iii) Esperneiam contra os PADs de um docente sem ética, sem vontade de trabalhar para a UFOPA e sim para o pstu ( nânico e sem proposta), técnicos/estutante em busca dos “dos ideais de che do oeste” …… Pagarão sim pelo o que fizeram e PT saudações

      iv) Estão felizinhos com palavras da vice-reitora que faz jogo duplo o tempo todo ? Receberão uma cadeira bem macia para sentarem e assistirem a construção da UFOPA por quem sabe o que está fazendo e foi escolhido pela autoridade máxima em EDUCAÇÃO no Brasil.

      v) Querem mudança ? Aprendam com os erros que estão cometendo e convençam os Técnico engolirem o golpe que deram na Estatuinte, numa assembléia manipulada por docentes raivosos e articulados para minar o trabalho que vinha sendo feito, achando que atingiriam a direção da UFOPA. Atingiram os técnicos que ABANDONARAM A ESTATUINTE. Essa “democracia” de vocês é um lixo e atrasam a consolidação da Universidade. Querem ser democratas com carapuça de anarquista e ideias comunistas.

      Olhem para dentro de si que verão o maior problema da UFOPA e entenderão que quem está no poder, está por mérito e ficará até o fim doa a quem doer. Continuem com suas devagações e colhendo as migalhas que caem da mesa de quem manda, como as palavras oportunistas da vice-reitora.

      tô ligado !

      • Fala sem conhecimento, mas pelo menos vive feliz achando que “tá ligado!”

      • Pessoas conformadas com migalhas não merecem respeito. Citastes muitas lutas e prováveis e possíveis derrotas. O importante é a LUTA, a busca por uma universidade de qualidade. Os que não participam e condenam aqueles que lutam por melhorias deviam criar vergonha na cara ao virem aqui pregar o conformismo. É por existirem pessoas “ligadas” no piloto automático como tu, q a luta não se fortalece e os problemas não são resolvidos. Ah, não generalize os ideais de quem LUTA!

  • O Seixas é da Líbia, por acaso parente do Kadafi? KKKKKKKKK

  • UFOPA : UNIVERSIDADE DA FOFOCA DO OESTE DO PARÁ !!! EITA LUGARZINHO PRA TER TANTO ARRANCA RABO !!! ISSSO É UMA UNIVERSIDADE OU UM CABARET?

  • Vim de mala e cuia do sul do país para ser professor aqui na UFOPA. Sou doutor, com ótimo currículo e com vontade de contribuir. Mas não imaginava que o ambiente de trabalho fosse tão ruim, a infra-estrutura tão precária e a democracia tão ausente. O instituto onde eu estou lotado é dirigido por um déspota, com currículo pífio, mas truculência infinita. Estou arrependido. Assim que pintar algo por aí, vou-me embora. E não sou só eu, existem diversos colegas com o mesmo sentimento.

  • O Professor Everaldo Portela do PSOL tinha razão..

    Vejam o que êle escreveu sobre a pretensão da vice ser vice:

    INACEITÁVEL FATIAMENTO PARTIDÁRIO DA UFOPA

    Mal se criou a nova universidade e a fome de poder do PT já está babando
    para cima da UFOPA.
    As notícias são desanimadoras… As lideranças do PT já estão
    discutindo e disputando em Brasilia, Belém e Santarém a ocupação dos
    CARGOS.
    Nós, velhos membros e trabalhadores desta instituição estamos sendo
    tratados como meras massas de manobra.
    O que o PT quer aqui? Avacalhar, desde o começo, e desvirtuar de uma vez
    por todas os caminhos a serem trilhados pela nova instituição federal?
    Parem logo com isso, ou então vai ter muita porrada aqui… Nâo somos
    moleques e, muito menos, otários!
    Temos vários companheiros competentes, doutores e doutoras com vários
    anos de carreira…
    Considerando que, neste primeiro momento, os cargos dirigentes serão
    nomeados, é importante que as autoridas competentes para a efetivação
    dessas nomeações, as façam com critérios MINIMAMENTE COERENTES, pois,
    caso contrário, estarão instalando um CLIMA INDESEJÁVEL DE CONFUSÃO QUE
    PODE COMPROMETER IRREMEDIAVELMENTE O SADIO FUNCIONAMENTO DA UNIVERSIDADE
    RECÉM CRIADA.
    Considerando que somos resultantes da união de duas instituições
    federais atuantes em Santarém (UFPA e UFRA), que a escolha seja feita
    entre os funcionários docentes e administrativos mais antigos e mais
    qualificados destas instituições.
    É INACEITÁVEL que o critérios POLÍTICO PARTIDÁRIO seja prevalecente,
    sobretudo num momento tão delicado como este que é um momento inicial e
    de transição.
    Não vamos aceitar que o PT meta a sua mão suja e faça as suas
    barganhas aqui.
    A universidade tem de preservar sua AUTONOMIA, garantida
    CONSTITUCIONALMENTE!
    O PT quer nos IMPOR sua DIREÇÃO para amealhar VOTOS, ou para manipular
    corruptivamente os INSUFICIENTES RECURSOS FINANCEIROS DA UFOPA? Se o PT
    vier para cá com sua GUERRA DE POSIÇÃO, nós vamos recorrer a nossa
    estratégia de GUERRA DE MOVIMENTO e, aí então, esta MERDA VAI PEGAR FOGO
    LOGO, LOGO.
    O nome do Professor SEIXAS LOURENÇO tem sido um consenso, justamente pela
    sua EXPERIÊNCIA, sua QUALIFICAÇÃO, seu notório ESFORÇO, sua
    DEDICAÇÃO e seu COMPROMISSO com a CRIAÇÃO DA NOVA UNIVERSIDADE.´
    Nós que sempre fomos CRÍTICOS em relação ao Dr. Seixas Lourenço não
    podemnos deixar de reconhecer o bom trabalho que ele tem feito por aqui. No
    entanto, é preciso ter muito cuidado com o que pode estar a acontecer,
    pois já tem sido muito difícil para nós aceitar que alguém de fora
    venha nos dirigir.
    Não tem problema algum que pessoas do PT e de outros partidos ocupem
    cargos de confiança na universidade, pois isto faz parte da democracia,
    mas é preciso, no entanto que, primeiramente, seja considerado o critério
    do TEMPO DE SERVIÇO e da QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL, pois JAMAIS vamos
    ACEITAR APATICAMENTE, ser dirigidos pelo critérios da FILIAÇÃO
    PARTIDÁRIA.

    Se for assim, VAMOS EXIGIR ELEIÇÃO PARA REITOR DA UFOPA JÁ, JÁ, JÁ!
    Esperamos o mínimo de RESPEITO…
    Msc. EVERALDO MACHADO PORTELA
    FACULDADE DE EDUCAÇÃO

  • A imaturidade política dos últimos comentários são bem desestimulantes para a continuidade do debate. Política pública para a educação superior não é como futebol, não é time. Se não é do meu time eu critico. Vamos dar uma amadurecida no debate. A Profa. Raimunda Monteiro apresentou uma proposta concreta. Ela é uma peça central no jogo político e efetivamente fez avançar a discussão rumo à uma institucionalização da democracia na UFOPA. Denunciou que não se pode naturalizar o pró-tempore. Colocou seu peso político pelo avanço da Universidade.

    Quem não reconhece isso tem de desistir de fazer política, seja estudante ou professor. Avaliar os avanços de quem do adversário é da arte da política, quem ainda não aprendeu isso ainda deve pensar em fazer vestibular novamente…

    • Prezados Paulo Lima, Jeso e demais leitores e leitoras.

      Concordo plenamente com as palavras do Paulo Lima. Estou um bom tempo em OFF, mas nunca deixo de ler este blog que é o melhor canal informativo online de STM e região…

      Confesso que fiquei esperançoso com o desabafo da Profª Raimundinha, a quem tenho muito apreço, mas infelizmente os pares não estão a altura de um debate construtivo e não conseguem entender que não se faz política sem o devido respeito ao opositor. O que temos visto na UFOPA são pessoas descontentes com a atual conjuntura, porém sem força argumentativa, classe e persuasão para fazer valer as suas convicções.

      Abandonei a Presidência do SINDUFOPA por falta de urbanidade de alguns, que se acham no direito de fazer o que quiserem em nome do que chamam de democracia. E são capazes de tratar o opositor com gestos e palavras agressivas, como se fosse um marginal querendo tomar posse de seus pertences. Depois saem vangloriando que o FRANÇA caiu e que todo a europa cairá junta… Não enxergam que se trata da perda de um braço na construção do processo de consolidação da UFOPA, mesmo com ideias contrárias as deles e com isso ficamos rodando no mesmo lugar e sem avanços ou conquistas coletivas…. Tudo que se fala é distorcido e pintado com as cores que lhes convém.

      Não canso de argumentar que nada teremos sem o nosso ESTATUTO, e até isso encontra-se inviabilizado por quererm juntar vinagre e agua numa mesma vasilha e obter uma substância homogênea. Infelizmente, ou felizmente os TÉCNICOS não apoiaram a reviravolta na representatividade DOCENTE e abondonaram por completo a ESTATUINTE. Como ter um REITOR eleito pela comunidade se nem ESTATUTO a UFOPA TEM ???

      O grande problema Paulo Lima, Jeso e demais leitores, é que falta muito para aprenderem a ouvir e aceitarem as opiniões contrárias. Por isso que podemos ler diversas pérolas em relação a este passo FIRME E AUDAZ, dado pela nossa vice-reitora.

      Confesso que apoio a direção atual, não escondo de ninguem a admiração pelo trabalho do Reitor Seixas Lourenço que jamais deixou de me receber e conversar sobre o andamento da UFOPA em Santarém e nos demais municipios. Estou no ESTÁGIO PROBATÓRIO como a maioria e não vejo motivo para esconder no anonimato e defender ou atacar A ou B.

      Temos grandes lideranças em todas as classe (docentes, técnicos e estudantes), mas falta maturidade para alguns e sapiência para entender que não se constrói nada sem propostas, e as contra-partidas são as postagem irônicas por aqui e as bravatas nos demais blogs divulgam as ações da UFOPA.

      Precisamos SIM, conclamar os de boa vontade para solucionarmos de uma vez por todas as nossas pendências. O primeiro passo foi dado com a carta da Raimundinha, que ao meu ver forçou um canal de comunicação dos “descontentes” com a Reitoria. O que precisa ser feito é tratar das demandas uniformemente, sem esquecermos da lei da AÇÃO E REAÇÃO.

      Todos sabem que eu fui o primeiro a pedir uma reação da direção quanto ao episódio da aula magna, mas não sabem que fui o primeiro a ir contra qualquer tipo de punição ao alunos. Pedi um repúdio contra o comportamento dos manifestantes, mas não especifiquei que deveria ser um PAD, até pelo fato de não conhecer os tramites do serviço público. Se existem ferramentas como a sindicância e o PAD e a legislação cobra uma postura dos dirigentes, não vejo como não instituí-lo. Cabe aos penalizados responderem pelos seus atos e pronto. Não adianta justificar que não queriam agir daquele modo e etc

      Como podem ver, têm muitos pontos obscuros e sentimentos misturados em tudo que vem acontecendo na UFOPA. Não adianta utilizarem de sentimentos de “injustiças” para minimizar ou anular as faltas cometidas por alguns. Mesmo que a vice-reitora tenha o poder decisório de fato e de direito, as medidas cabíveis teriam ser tomadas pela repercussão do impedimento da aula magna.
      Como temos uma equipe de Pró-Reitores, Diretores de Centro, Vice- Reitor e Reitor , as decisões foram tomadas em conjunto e neste caso ninguem pode dizer que não foi ouvido…

      Para finalizar, sei que muito serão contra as minhas palavras, mas espero que saibam respeitar que pensa diferente e que até o momento não ver motivos para não apoiar o Reitor Seixas Lourenços e toda Administração Superior da UFOPA. Seria ótimo se os que protestam tivessem as suas reivindicações documentadas e que a mesma fosse discutida plenamente. Não vejo motivos para que o diálogo não aconteça, desde que todos saibam agir com bom senso, responsabilidade, respeito ao próximo e acima de tudo vontade de contribuir para a consolidação da UFOPA.

      Saudações,

      Prof Carlos França – IEG/BSI/UFOPA

      • Prof. França, o reitor é pessoa bem intencionada e de reconhecida competência. O problema maior são aqueles que o cercam, alguns pouco acostumados ao exercício da democracia e a vozes dissonates. És novo aqui, não conheces a ditadura de quinze anos a que fomos submetidos quando aqui era campus remoto da UFPA.

        • Prezada Veterana,

          Acho que já passou da hora de “moralizarmos os processos de construção da UFOPA” e darmos vozes a todos. Penso que deveríamos ter um fórum permanente de debates, onde tiraríamos as reivindicações e encaminharíamos a quem de direito.

          Como tenho trânsito livre em todas esferas, não consigo vislumbrar tais barreiras e se realmente existem temos que vencê-las. Estou disposto a contribuir e não medirei esforços no auxilio de consolidação da UFOPA. Essa Universidade está no meu sangue e em quanto estiver por aqui e DEUS permitir lutarei por ela e por todos que desejarem conslolidá-la fielmente.

          Saudações e não vamos fechar este canal de comunicação por nada !

          Prof Carlos França

      • Vc. tem razão, França. Percebo um esforço enorme de muita gente, universitários e professores, inclusive, em fulanizar esse debate. Por conta disso, tive que jogar no lixo inúmeros e inúmeros comentários postados neste blog que se ombreavam com a sarjeta.

        • Pelo bem da democracia, às vezes temos que citar nomes sim, Jeso. Como o do ditadorzinho de mais de uma década que o reitor fez ressuscitar e que só persegue e faz o mal a quem pensa diferente…

        • Pois é Jeso,

          Não te conheço pessoalmente, apesar de já ter me programado para ir na ediçõesdo twitter bar e confabular contigo e os demais, mas vejo claramente a sua preocupação em informar e colaborar com a solidifcação da UFOPA.

          Jeso, temos alunos brilhantes, os Santarenos querem uma Universidade forte e que o que falta é o desarmamento político-partidário e a cicatrização das feridas adquiridas ao longo desses anos de luta para a vinda do Ensino público federal para STM. Discordo de muitos pontos e de muitas posições políticas dos que hoje são e fazem a UFOPA que temos, mas não os tenho como inimigos. Infelizmente a reciproca não é verdadeira e isso fica claro nas vociferações por aqui e em todos os cantos que se falam e respiram UFOPA.

          Queiram os deuses da sabedoria e do conhecimento, que possamos estar próximos de um novo tempo de discussões profícuas e objetivas em todos sentidos.

          Abraços e obrigado pelo apoio neste momento conturbado, mas com perspectivas de luz no fim do túnel.

          Saudações,

          França

  • Isso me faz lembrar o Hildegardo Nunes ao final do governo Almir II. Foi até para a oposição e se candidatou a governador!

  • Prezados, leitores!
    O maior problema que assola a nossa tão querida e “respeitada” Universidade é a briga camuflada existente entre partidos políticos, quais sejam, PT, PSDB, PSOL, isto é, o que vigora, aqui, é a “politicagem” barata. Como diz o antigo provérbio: “Quem vê cara não vê coração”, e, adaptando para a nossa realidade, aqueles que veem de fora não têm ideia do caos e da lavação de roupa suja rotineira. Ambos os partidos não estão lutando por melhorias para a Universidade, mas, sim, para deter o poder e “dominar” a todos, já que se estivessem com ‘boas intenções’, não estaríamos vivenciando toda essa balbúrdia generalizada.
    Reitera-se que a maior ‘briga’ é uma eleição – frisa-se: DEMOCRÁTICA – para reitor, posto que o atual nem da região é. Não estou aqui para defender a atual reitoria, nem a maneira truculenta de suas decisões,mas tem- se que admitir o quão a universidade progrediu e que não há ninguém com tanta competência para assumir um cargo de grande porte e importância em uma autarquia, como é a UFOPA. As pessoas que vêm de fora têm o intuito e a finalidade de ajudar nossa Universidade, lembrando que aqui estão por puro mérito e também por saber lidar com essa situação tão intrigante.
    Precisamos, SIM, urgentemente de democracia, mas uma democracia que BENEFICIEM toda a comunidade acadêmica, e não uns e outros.

    • Concordo em gênero, número e grau com todo o exposto pela “Universitária veterana”.
      O que falta, de fato, é uma política séria que possa ajudar efetivamente a UFOPA, e não uma rixa, para ver quem será o vencedor e, consequentemente, o detentor do poder!! Falta vergonha na cara dessas pessoas!! ISSO É UM ABSURDO!!

    • O que falta na UFOPA é uma oposição de qualidade, e não esses “baderneiros” que não sabem o que querem, só sabe ser do contra.

    • Indicação pelo ministro virou puro mérito, essa é boa! Tudo é política, filha. Acontece que o reitor, como não aparece quase na universidade, não precisa estar se denominando de partido A ou B. Ele já está no poder atendendo aos interesses de quem o colocou ali. Discursos baratos eu até concordo, mas criticar sem conhecer os dois lados da moeda e ignorar a existencia de politicagem é burrice. Pra isso também serve a democracia, posso escolher meu partido e falar das minhas causas concordando ou discordando.

  • Estou em São Paulo me qualificando para voltar pra UFOPA e fico horrorizada com as coisas que estão acontecendo. Enquanto a briga pelo poder se acirra nós ficamos aqui sem bolsa e sem condições de participar de congressos em função de limitações financeiras. Fico pensando: Com que objetivo foi criada a UFOPA? Parece que o debate acadêmico se esvaziou, só vejo politicagem.
    Doutores que foram atraídos pelas vantagens oferecidas já manifestam arrependimento de estarem nessa fogueira que, na melhor das hipóteses, vai deixar muitos queimados.

    Acho interessante assitir pessoas que se escondem atrás de apelidos para defender a democracia, liberdade de expressão e a participação. Parecem voz sem escuta, língua sem ouvido, características claras de autoritarismo camuflado: firo mas não podem me ferir, acerto mas não podem me acertar, tá tudo bem. Fico feliz de estar longe…

  • Mais que uma Confissão: um DesabafoO!

    “Não se consolida uma democracia com muitos insepultos.” Essa frase foi dita por Amelinha, uma revolucionária torturada durante a Ditadura militar no nosso país. Esse período tão marcante da nossa história nunca deverá ser esquecido. Primeiramente porque muitos brasileiros deram suas vidas e sangues por país melhor com igualdade e justiça garantidos a seus cidadãos.

    “…Nas escolas, nas ruas, campos construções, somos todos iguais…” trecho da música de Geraldo Vandré que mostra que naquele período pessoas de diversas classes e grupos sociais lutaram pela democracia.

    Com esses trechos convido-lhes a refletir sobre o momento que a UFOPA (Universidade Federal do oeste do Pará) se encontra. Muitas discussões estão sendo debatidas desde os corredores até meios digitais, porém muitas dúvidas pairam sobre as cabeças de nós estudantes e da sociedade em geral. Discutir é essencial, no entanto medidas práticas e eficientes devem ser tomadas para evitarmos que a instituição se torne um campo de batalhas.

    Embora o fato do novo modelo ter sido o estopim das discussões, há muita coisa errada na UFOPA:
    1 – O AI-5 universitário instalado ano passado agride nosso direito de circular na universidade. Os estudantes não estudam só nos horários das aulas. Universitário necessita usufruir da instituição em tempo integral, uma vez que a produção de conhecimento precisa de muito esforço e tempo para ser realizada com primazia.

    2 – A falta de estrutura, sobretudo no Campus Tapajós é totalmente vísivel e ignorada. Banheiros não tem portas, salas só tem uma tomada, lâmpadas estão queimadas há bastante tempo. Além disso, têm banheiros que não fecham e que mal cabem uma pessoa. Não há bebedouros suficientes . No bloco de BSI existe uma geladeira que quase sempre está seca e, quando há litros, estes estão com água da caixa onde encontraram um urubu morto ano passado e, também, geralmente tá com gosto de sabão ou gasolina e náo existe copos descartáveis.

    3- A biblioteca possuem muitos livros, entretanto estão desatualizados, obsoletos e velhos, caindo aos pedaços. O pessoal de geografia até hoje não tem livros e eles entraram em 2009.

    4- A falta de segurança é um fator muito sério que ainda não foi selecionado. Ano passado ocorreram inúmeras tentativas de roubo e estupro. A polícia fazia ronda raramente. Outro dia, dois alunos foram assaltados nas proximidades do campus. Será que só vão tomar providências sérias quando algum aluno morrer? Espero que não.

    5 – A falta de transporte é algo que nos incomoda bastante devido termos que subir uma ladeira todos os dias para pegarmos ônibus. Enfim, são muitos os problemas …

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