Blog do Jeso

palanque

Mulheres-objeto

por Álvaro Cunha (*)

Álvaro CunhaO dia fica óbvio quando não há notícias sobre o Alexandre Von; sobre o Lira Maia; sobre os vereadores; sobre petistas retardados; sobre hospitais; Ufopa; sobre crimes de clamor público e outras coisas. Parece que tudo está como o retrato desbotado do Jader a ‘enfeitar’ as portas das humildes casas no Aritapera.

Também não há nada por Brasília; nada de Dilma; STF; nada de bandidos cariocas; nada de PIB; inflação; obras da Copa… O País parece tão calmo, tão sonolento, tão provinciano.

A mesma coisa vale para os homens-bomba na Faixa de Gaza; para as tropas americanas espalhadas pela Ásia; para o bebê atômico norte-coreano e suas chantagens internacionais; enfim.

A notícia da hora é a moda-mania de as mulheres paulistanas abusarem da tal liberdade. Por favor, nada a ver com machismo. O tema não é esse!

Atualmente a mística feminina tem ajudado a tornar o mundo um pouco mais delicado, porque sob a ótica masculina tudo é levado na brutalidade, pela fome de poder e pelas desnecessárias guerras.

Por São Paulo, a maior conquista feminina foi na área da liberdade sexual, muitas vezes usada irresponsavelmente. Isso mesmo, irresponsavelmente. Muitas paulistas e paulistanas gostosas pensam que ser livre é dançar o quadradinho de 8, é transar com um homem a cada três dias e tomar porres históricos nos fins de semana.

Aqui, a sexualidade delas ganhou essa falsa liberdade muito mais pela invenção da pílula do dia seguinte do que pelas marchas, lutas e passeatas. Isso é perigoso porque quando se misturam sexo e corpos muitas mulheres pensam que são donas do próprio desejo, mas acabam se transformando em escravas do desejo dos homens.

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JB e seu amuleto de sorte

por Joaquim Onésimo Ferreira Barbosa (*)

Joaquim Onesimo BarbosaCertamente, passaria despercebida a vida de Joaquim Barbosa na presidência do STF, se não fosse o julgamento do propalado mensalão dos petistas.

Com ajuda da mídia, Barbosão está se saindo muito bem, até bem mais do que merecia.

Seus pares o consideram rancoroso, meio ditador e, certas vezes, desrespeitoso com os seus de Supremo, como demonstrou ao acusar Lewandowisk de fazer chicana, termo pejorativo, agressivo e desrespeitoso no meio jurídico.

Como fez com Celso de Mello, ao impedir que proferisse seu voto no julgamento do mensalão, o que deixou o decano ao gosto da mídia, que lhe surrou o quanto pode, na tentativa de fazê-lo mudar de ideia.

Mas, para Barbosa, tanto faz ser agressivo ou não. Tanto faz querer ser mais ou não, o que vale é o poder. O poder que ainda lhe dá os holofotes que relampeiam por onde ele passa. Sua estrela ainda brilha.

Passaram pelo Supremo nomes como Ayres Brito, Ellen Grace e Marco Aurélio Mello. Passaram sem buscar para si as almas brilhantes da mídia.

Almas como Merval Pereira, que se coloca, várias vezes, como o décimo segundo juiz. Almas como Eliane Catanhêde, que não entende nada do Direito, mas teima dar seus pitacos. Almas como Reinaldo Azevedo, que mais grunhe do escreve e vez por outra se estranha com Miriam Leitão, outra alma que teima falar de tudo e de todos.

Barbosa é um conquistador de almas.

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Empresa aérea constrange violonista

Sebastião Tapajós

Sebastião Tapajós: violão valioso

A TAM patrocinou na manhã de ontem (27), no aeroporto do Galeão (Rio de Janeiro), um deprimente espetáculo de truculência e deselegância – desnecessariamente, diga-se de passagem – contra o violonista Sebastião Tapajós e os músicos que o acompanham no projeto “Da Lapa ao Mascote”.

A companhia aérea impediu que o santareno embarcasse no voo 3420, com chegada em Santarém às 15h10, com seu inseparável violão.

Foi a primeira vez em mais de 30 anos de carreira, com milhagem internacional graúda, inclusive, que o artista se deparou com tal exigência.

Para não perder a viagem, Sebastião Tapajós teve que despachar o seu caríssimo instrumento.

Tiveram que fazer idêntica ação os demais integrantes da trupê amazônica.

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Diretas já na Ufopa

* Se a universidade quer inovar, que seja como decorrência de um amplo debate interno

por Anselmo Colares (*)

A principal pauta de luta das três categorias que compõem a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) tende a ficar centrada no fim do estado de provisoriedade que reina na instituição, tendo como causa primária a longevidade que alcançou a nomeação pro tempore do reitor e do vice-reitor, pelo Ministro de Estado da Educação, e, por extensão, a dos demais dirigentes (diretores de institutos, coordenadores de programas).

A Lei Federal nº 12.085, de 5 de novembro de 2009, que criou a UFOPA, estabeleceu em seu artigo 11 que a administração superior seria exercida pelo reitor e pelo Conselho Universitário, cujas competências seriam definidas no estatuto e regimento interno, de acordo com a legislação pertinente.

O artigo 16 estabeleceu que: “Enquanto não se efetivar a implantação da estrutura organizacional da UFOPA, na forma de seu estatuto, os cargos de Reitor e Vice-Reitor serão providos, pro tempore, pelo Ministro de Estado da Educação”.

Note-se que a lei faz referência explícita aos cargos de reitor e de vice-reitor como nomeados, não traz impedimento para que os demais cargos possam ser ocupados mediante processo democrático de escolha pela comunidade universitária. Mas, desde a instalação da UFOPA, as nomeações passaram a ser a regra, e os nomeados aceitaram por conveniência ou pela convicção de que eram imprescindíveis para a construção da nova universidade.

O problema é que foram ficando “pro MUITO tempore”. Já se vão 3 anos e 5 meses, quase o tempo de um mandato legitimado pelas urnas no estado democrático de direito.

Atente-se também que já na lei de criação da Ufopa ficou estabelecido que “a administração superior seria exercida pelo Reitor e pelo Conselho Universitário”, e que este deveria ser constituído “de acordo com a legislação pertinente”.

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Decreto emergencial: contraponto

por Everaldo Martins Filho (*)

Pronto! O decreto nº 237/2013 da Prefeitura de Santarém resolve todos os problemas de saúde da população. Será? É esperar. Cabe avaliar, porém, além de fazer o indispensável contraponto cidadão, técnico, jurídico e ideológico.

Informamos, com a responsabilidade de quem foi parte da equipe de gestão que administrou o município de Santarém de 2005 a 2012, que:

1 – A pedido da atual secretária de Administração do prefeito Alexandre Von, Dra. Ana Macedo, deixamos assinada a prorrogação de mais de sessenta contratos de licitação na Secretaria Municipal de Saúde;

2 – Deixamos em caixa, de recursos para assistência farmacêutica básica, mais de um milhão e meio de reais, que podem ser imediatamente utilizados para adquirir medicamentos de atenção básica;

3 – Que o próprio hospital municipal ficou abastecido para a primeira semana de janeiro de 2013, como o foi, por nossa obrigação então, até dezembro de 2012;

4 – Que o Ministério da Saúde repassou, em janeiro já, e tem repassado até a presente data, todos os recursos financeiros que são de transferência voluntária (SUS) e de convênios da saúde;

5 – Que a gestão anterior atravessou oito anos sem problemas para manter o tratamento fora de domicílio (TFD), que inclui passagens aéreas e fluviais, o pagamento de diárias e o lamentável translado de volta de pacientes que foram a óbito em Belém ou até em outro estado. Que o pagamento em dia, até 31 de dezembro próximo passado, de aproximadamente 60 mil reais por mês, que deixamos pagos ou garantidos, além de contratos eventualmente prorrogados, certamente asseguraram crédito para os meses de janeiro e fevereiro do ano atual, dependendo apenas de pagamentos correntes, particularmente com recursos transferidos pelo Ministério da Saúde em janeiro ou fevereiro, e não somente de tesouro municipal;

6 – Em Belém, para operar em cooperação com o TFD, tem a Casa de Apoio, que herdamos da gestão do ex-prefeito Lira Maia e que mantivemos durante oito anos. Deixamos salários, aluguel e suprimento de fundo em dia, e todas as contas pagas ou garantidas até 12/2012;

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Secretário acusado de fraudar licitação

Erasmo: acusado pelo MP de improbidade administrativa

Nomeado pelo novo prefeito de Santarém, Alexandre Von (PSDB), para dirigir a recém-criada pasta da Juventude, Esporte e Lazer, o vereador Erasmo Maia (DEM) responde processo na Justiça por improbidade administrativa justamente por má gestão à frente de uma secretaria por ele dirigida à época que Lira Maia (DEM) ocupou o cargo de prefeito do município.

A ação civil pública foi ajuizada no ano passado (maio) pelo MP (Ministério Público) do Pará em Santarém.

A peça é assinada pelo promotor Nadilson Gomes.

Nela, o promotor pede, em liminar, o sequestro dos bens de Erasmo Maia, no valor de R$ 109 mil, para a garantir a devolução aos cofres públicos pelos prejuízos causados ao erário quando comandou a Secretaria de Governo no curto período de 6 meses no ano de 1998.

O sobrinho do ex-prefeito e deputado federal Lira Maia, segundo o promotor, teria fraudado licitações naquela pasta.

Por conta desse crime, o TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) do Pará reprovou as contas de Erasmo quando submetida a análise e julgamento três anos depois.

Na sua declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral no ano passado, Erasmo disse ter bens que, somados, valem R$ 220 mil, entre os quais uma casa no bairro Jardim Santarém avaliada em R$ 120 mil, seu mais caro patrimônio.

O parlamentar foi reeleito vereador com 2.036 votos. O 1º suplente do DEM, Paulo Gasolina Silva, assumirá a vaga de Erasmo na Câmara.

Leia também:
Secretários de Von têm processos na Justiça.
IPMS: advogado arranca folhas do processo.

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Novo ano e a velha política santarena

por Ib Sales Tapajós (*)

2013 é um ano que já começa mal na política institucional de Santarém. No primeiro dia do ano, o vereador Henderson Pinto (DEM) foi eleito para presidir a Câmara Municipal de Santarém. Como todos sabemos, Henderson é sobrinho de Lira Maia, político campeão de processos nas costas por desvio de verbas públicas.

Assim, a presidência da “Casa do Povo” estará a serviço dos interesses da “república cipoalense”, que representa o que há de pior na política santarena.

O outro lado da história é igualmente desanimador: o adversário de Henderson Pinto na disputa pela presidência da Câmara foi Maurício Corrêa (PSD), membro de uma das famílias mais ricas de Santarém, detentora de grandes extensões de terra, na cidade e no interior.

Uma das últimas ações de Maurício Corrêa como vereador em 2012 foi propor que a Câmara de Santarém condecorasse a empresa Buriti Imóveis pelos serviços prestados à sociedade santarena.

Tais serviços, em síntese, se resumem em devastar uma área de quase 200 hectares para loteamento, sem a realização de Estudo de Impacto Ambiental e com autorização irregular do secretário de meio ambiente Marcelo Corrêa, irmão do Maurício. [Detalhe: a área do loteamento da Buriti pertence – ou pertencia até pouco tempo atrás – à família Corrêa. Típico caso de relações espúrias entre o público e o privado].

Numa disputa Henderson x Maurício, o mais difícil mesmo é saber quem é o pior! Mas isso revela também a fragilidade da “oposição” ao Governo Von, capitaneada pelo PT e PDT, que votaram no Maurício Corrêa [cujo partido compôs a coligação que elegeu Alexandre Von]. Os partidos da “oposição” sequer tiveram condições de apresentar um nome autenticamente de oposição, alternativo à candidatura do cipoalense Henderson Pinto.

Ao final, Henderson derrotou Maurício por 12 votos a 9.

Além dessa fragilidade da oposição, a nova Câmara de Santarém é marcada também pela ausência de representantes legítimos dos movimentos populares, sociais, sindicais etc. A única vereadora que foge à regra é Ivete Bastos (PT), que possui ligação orgânica com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

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TV Tapajós, merenda, farsa e cinismo

Merenda escola e TV Tapajós

por Celivaldo Carneiro (*)

Na política de Santarém e na TV Tapajós, as coisas se passam, por assim dizer, ao contrário: primeiro como farsa, depois cheias de cinismo.

Dois vereadores, Valdir Matias Jr. e Henderson Pinto, que tem suas vidas, imagens e familiares associadas ao político mais corrupto da história desta cidade, foram protagonistas de uma reportagem nas telas do plim-plim, no dia 30 passado. Eles apareciam fiscalizando uma suposta denúncia de falta de merenda nas creches municipais. Matéria típica de quem faz qualquer coisa para alcançar seus objetivos – nada honrados – sem quaisquer escrúpulos.

Logo eles, demo-verde, figuras do prócer, voluntários da ocasião e do oportunismo, cúmplices e partícipes da quadrilha que tomou de assalto a Semed. Foram eles justamente que promoveram o maior saque, a maior locupletação e a mais vil malversação de verbas públicas destinadas à merenda escolar neste município.

Mas, cinicamente, foram transformados, pelo jornalismo da televisão, em paladinos da moralidade. Logo na TV Tapajós, ela mesma involuntária do atributo, mas que se sabe abomina, e à qual, a rigor, não lhe pertence.

Registre-se: o assunto em questão não foi uma pauta qualquer. Foi uma insinuante ‘suspeita’ de falta de merenda escolar. Haveria inúmeras maneiras de falar do assunto, mas a TV Tapajós escolheu duas vezes a pior – farsa e cinismo.

A verdade, porém, é que diante do fato, interessa pouco saber se a TV Tapajós se descaracterizou a ponto de ficar irreconhecível, ou pelo contrário, apenas revelou ser quem sempre foi. Seu ocaso profissional, no entanto, é sintoma de coisas muito maiores, enormes, digamos assim, monumentais.

O jornalismo, assim como a política, está sempre sujeito aos fatos, às contingências e aos personagens, mas naquela reportagem o cinismo da TV Tapajós e dos vereadores foi ridículo, farsante, metafórico.

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Qual a estrutura do governo Von?

por Evaldo Viana (*)

O candidato Alexandre Von, em manifestações por meio dos veículos de comunicação local, afirmou, reiteradas vezes, que, eleito e após a posse, evidentemente, pretende criar uma secretaria especial da ou para a Juventude e que “promoverá um choque de gestão que permita reduzir o tamanho de uma máquina pública municipal inchada, lenta e ineficiente que temos hoje. Para isso, precisamos reduzir consideravelmente o número de secretarias e coordenadorias, reduzir o número de cargos comissionados”.

Leia também dele:
“Que Von seja um mandacaru”, sugere leitor.
Gestão à moda feijão com arroz de Jatene
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Após as eleições, da qual emergiu como vitorioso de forma inconteste, o prefeito eleito, por meio da imprensa, reafirma seu compromisso de criar a secretaria juvenil, e assevera: “Estou convencido de que nós precisamos enxugar a máquina pública municipal no sentido de reduzir os custos, que são aquelas despesas de manutenção da estrutura da máquina da prefeitura”.

Perceba o leitor que o propósito de Alexandre Von em criar a Secretaria da Juventude permanece firme, inalterável, já o tom e o tônus quanto à profundidade e extensão da reforma administrativa ou enxugamento da máquina pública que pretende implementar a partir de sua posse parece não ser o mesmo que tronitruava ao tempo em que frequentava os palanques eleitorais.

O prefeito eleito certamente é sabedor, e pensar o contrário seria até injurioso, da extrema necessidade de se promover uma extensa e profunda reforma na estrutura organizacional-administrativa da Prefeitura de Santarém, cujo formato hoje vigente é o maior responsável pelo desastre administrativo do atual governo e que, mantido, ou apenas suavizado, pode engessar completamente o futuro governo, na medida em que a pesada absorção dos recursos públicos na manutenção de quase duas dezenas de secretarias e das seis coordenadorias com mais de onze mil servidores públicos inviabilizam dramaticamente qualquer possibilidade de investimentos públicos e a conseqüente melhoria da infra-estrutura urbana de Santarém.

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Igreja fracassa ao tentar eleger fiel

Os apóstolos Wellington e Varlinda Galdino

Os apóstolos Wellington e Varlinda Galdino: discípulo derrotado. Foto: Facebook

O “adubo” e “semeadura” de 8 anos feitas pelos cognominados apóstolos Wellington e Varlinda Galdino, da Igreja Internacional da Restauração de Santarém, na candidatura a vereador do ex-petista Marquinho Cardoso (PSDB) não vingou.

O evangélico conseguiu magros 1.268 votos, o suficiente apenas para posicioná-lo na 3ª suplência da coligação PSDB/PSD.

É muito pouco para o enorme barulho religioso que os apóstolos fizeram na igreja, durante todo o transcurso da campanha eleitoral, transformada em comitê político em favor do discípulo, que amarga mais uma derrota nas urnas.

Em silêncio, para não despertar a ira do casal apóstolo, muitos membros da igreja comemoraram esse resultado.

Leia também:
Reservas prontos para assumir.
Os 21 vereadores eleitos em Santarém.

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